Exportações recordes e queda no rebanho bovino em Mato Grosso

Setor pecuário registra menor efetivo animal desde 2022, enquanto faturamento com vendas internacionais alcança patamares históricos.

Por Redação • 04/10/2026 05:30 • 9 acessos
Exportações recordes e queda no rebanho bovino em Mato Grosso

O cenário da pecuária nacional passou por transformações expressivas ao longo de 2025, combinando a diminuição do efetivo de bovinos com marcas históricas de faturamento e embarques internacionais. Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pela Secretaria de Comércio Exterior, o país fechou o período com 234,3 milhões de cabeças de gado, o que representa um recuo de 1,7% na comparação com o ano anterior.

Essa retração consecutiva decorre de uma mudança estrutural no ciclo pecuário, impulsionada pelo encerramento da fase de retenção de matrizes que vigorou entre 2019 e 2023. O aumento expressivo nos abates de fêmeas, que superaram o volume de machos pela primeira vez desde 1997, atendeu à forte procura interna e externa por carne bovina, reduzindo momentaneamente a base de reposição de animais nas fazendas.

Apesar da menor quantidade de bovinos, a comercialização externa alcançou patamares inéditos. Os frigoríficos despacharam 3,853 milhões de toneladas para o mercado internacional, gerando uma receita de US$ 18,365 bilhões, avanço expressivo mesmo diante de barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos. O valor total da produção pecuária também renovou recordes, somando R$ 141,2 bilhões, amparado sobretudo pelo desempenho do setor lácteo.

Regionalmente, o movimento de baixa não ocorreu de maneira homogênea. O Centro-Oeste, que abriga o principal rebanho do estado e do país com 72,2 milhões de animais, assinalou o terceiro ano seguido de retração, registrando queda de 3,7%. O município mato-grossense de Cáceres manteve posição de destaque no ranking nacional, figurando entre as cidades com os maiores plantéis bovinos do território brasileiro.

Enquanto a bovinocultura ajustou seus números para atender às exigências do mercado, outras criações registraram expansão no país em 2025. O efetivo de galináceos alcançou 1,6 bilhão de cabeças, a caprinocultura chegou a 13,5 milhões e a ovinocultura somou 22,3 milhões de animais, enquanto o rebanho suíno manteve estabilidade em 44 milhões de cabeças.

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