Vazio sanitário do algodão começa em Mato Grosso
Medida fitossanitária visa proteger as lavouras da principal praga da cultura e segue até dezembro no estado.
As regiões produtoras de algodão em Mato Grosso entram em uma etapa crucial para a sanidade das lavouras com o início do vazio sanitário obrigatório. A determinação, fiscalizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, estabelece restrições severas para proteger a safra 2026/27 contra ameaças biológicas.
Conforme as diretrizes da Instrução Normativa nº 003/2024, os agricultores precisam erradicar completamente qualquer vestígio de vegetação viva e restos culturais da cultura nas propriedades rurais. Essa interrupção programada funciona como um mecanismo de defesa essencial para bloquear a multiplicação do bicudo-do-algodoeiro.
O cronograma oficial foi dividido em etapas distintas para abranger todo o território produtivo, estendendo-se por diferentes datas até o dia 14 de dezembro. Durante esse intervalo, a presença de plantas hospedeiras fica terminantemente proibida nas áreas agrícolas do estado.
Especialistas da área apontam que a manutenção de tigueras ou soqueiras entre um ciclo produtivo e outro garante alimento e abrigo para a praga. A escassez de hospedeiros quebra o ciclo biológico do inseto antes do plantio da próxima safra, preservando a rentabilidade econômica do setor.
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso destaca que o inseto possui alto potencial destrutivo e capacidade reprodutiva acelerada. Sem o manejo adequado, o ataque compromete os botões florais, as maçãs e a qualidade final das fibras colhidas nas fazendas.















