Árvores da Praça Cívica em Alta Floresta serão substituídas
Medida foi adotada após avaliação técnica identificar riscos estruturais, danos por podas drásticas e proximidade com a rede elétrica local.
A Prefeitura de Alta Floresta está avançando com as obras de revitalização de um trecho de calçada localizado entre os setores D e F, na avenida Ludovico da Riva, concentrando atualmente os serviços nas imediações da Praça Cívica. Nesta semana, a administração municipal comunicou a retirada e a substituição das árvores presentes em um trecho do espaço público.
De acordo com a gestão municipal, a intervenção foi decidida após a constatação de problemas estruturais nas árvores. A situação foi agravada por podas drásticas realizadas anteriormente para evitar interferências com a rede elétrica, o que gerou preocupações quanto ao risco de quedas durante o andamento das obras.
O prefeito Valdemar Gamba vistoriou o local e esclareceu que o planejamento inicial previa a preservação da arborização existente. Contudo, no decorrer da execução dos serviços, a equipe técnica deparou-se com dificuldades que poderiam colocar em risco a segurança da população que circula pelo trecho.
Segundo o prefeito, o histórico de podas intensas devido à proximidade com a fiação elétrica deixou os exemplares com copas desequilibradas. Além disso, a construção do novo meio-fio exige intervenções próximas ao sistema radicular, elevando a probabilidade de tombamento de espécimes já fragilizados.
Fizemos uma reunião aqui com todos os quiosques, as pessoas. Houve essa determinação para que faça a retirada de todas essas árvores, para que a gente faça a substituição. E, aí, nós seguimos o projeto da maneira que vem vindo lá do começo, afirmou Valdemar Gamba.
O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura, José Alesandro Rodrigues, corroborou que as podas drásticas comprometeram a estrutura das plantas. Nessa situação específica, o quanto essas árvores estão danificadas pela roda drástica que foi feita pela Energisa. Então, quando acontece uma situação como essa, a árvore ela está totalmente pendente, tonelada de um lado e não tem galho de outro para sustentar esse equilíbrio, pontuou.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Gercilene Meira, pontuou que a troca se faz necessária quando os danos acumulados e o contexto do entorno representam perigos para pedestres e frequentadores. E aqui nós temos elementos fundamentais que justificam a remoção e a substituição, acrescentou.
A administração municipal informou que as árvores removidas darão lugar a novas espécies, em um plano voltado para a harmonia entre a vegetação e o ambiente urbano. A proposta busca alinhar a presença de verde com a acessibilidade, a segurança nas calçadas e a mitigação de conflitos com a rede elétrica.














