Ciúmes e álcool lideram agressões contra mulheres em Mato Grosso

Estudo aponta que 59% dos agressores sentiam ciúmes no momento mais grave e detalha o impacto da violência no fim dos relacionamentos.

Por Redação • 06/09/2026 08:19 119 acessos
Ciúmes e álcool lideram agressões contra mulheres em Mato Grosso

O ciúme excessivo, o consumo de álcool e o inconformismo com o fim de relacionamentos figuram como os cenários mais recorrentes nos episódios mais graves de violência doméstica registrados em Mato Grosso. Os dados fazem parte da décima primeira edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, desenvolvida pelo Instituto DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência.

Durante a coleta de informações com o público feminino no estado, 59% das entrevistadas que relataram ter sofrido agressões por parte de parceiros ou familiares afirmaram que o agressor estava tomado pelo ciúme na ocasião. Logo atrás, em 52% dos casos, apareceu a resistência do homem em aceitar o término ou a tentativa de encerramento do vínculo afetivo, fator que esteve associado ao rompimento definitivo para a ampla maioria das vítimas.

O levantamento estadual também mapeou outras situações presentes no momento dos ataques, indicando que 43% dos agressores haviam consumido bebidas alcoólicas e 23% lidavam com problemas financeiros decorrentes de endividamento. Crises de saúde mental foram apontadas em 19% das ocorrências, enquanto o uso de drogas apareceu em 13% dos relatos, deixando apenas 10% dos episódios em que o homem supostamente se encontrava em estado normal.

No panorama geral das formas de violência relatadas pelas participantes em território mato-grossense, a agressão psicológica liderou com 88%, seguida de perto pela violência física, mencionada por 84% das vítimas. A lista de violações inclui ainda a violência moral em 70% dos casos, a patrimonial alcançando 40% e a sexual registrando 25%, revelando que um terço das mulheres ouvidas já enfrentou algum tipo de abuso no ambiente doméstico.

Apesar da alta incidência de casos e de a grande maioria das participantes afirmar conhecer alguma amiga ou familiar que já passou por situação semelhante, o estudo expõe uma lacuna na familiaridade com a legislação de proteção. Cerca de 78% das mulheres ouvidas declararam conhecer pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, enquanto o índice de desconhecimento sobre as medidas protetivas chega a 84% no estado.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto - Cidades e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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