Irmão de empresária fez 9 voos com drogas em Mato Grosso
Esquema criminoso utilizava pistas clandestinas e aeronaves próprias para traficar entorpecentes vindos da Bolívia e do Peru.
A Polícia Federal identificou que o irmão de uma empresária e advogada realizou nove operações aéreas internacionais para o transporte de entorpecentes e armamentos em um intervalo de três trimestres. As investigações apontam que Márcio Rabello Mesquita Theodoro comandou viagens clandestinas com origem em países vizinhos, como Bolívia e Peru, tendo o estado de Mato Grosso como um dos pontos de apoio logístico da organização.
De acordo com os registros da investigação, o grupo criminoso contava com infraestrutura própria, incluindo aeronaves dedicadas aos voos ilícitos e pistas clandestinas em solo brasileiro. O suporte terrestre se estendia por diferentes regiões, prestando serviços logísticos cobrados de facções criminosas. A irmã do investigado, Thatiana Rabello Mesquita Teodoro, é apontada pelas autoridades como peça central na ocultação e legalização dos capitais obtidos por meio do narcotráfico.
A apuração avançou após a quebra do sigilo telefônico de Márcio Rabello, revelando um padrão operacional rigoroso entre o final de 2024 e o início de 2025. O planejamento incluía definição de rotas, compartilhamento de coordenadas geográficas, análise meteorológica e uso de frequências de rádio codificadas para burlar a fiscalização aérea durante o transporte das cargas de cocaína.
Cada viagem clandestina movimentava entre 450 e 500 quilogramas de entorpecentes, além de registros que apontam o envio de cinco fuzis em uma das ocasiões. Para a Polícia Federal, a complexidade logística e a frequência dos voos demonstram a alta periculosidade da quadrilha e a persistência das atividades ilícitas desarticuladas pelas autoridades.












