Rui Costa Pimenta 2026: história política e plano de governo

Jornalista e fundador do PCO, Rui Costa Pimenta volta à disputa presidencial com um programa centrado em direitos trabalhistas, estatização e serviços públicos.

Por Redação • 27/09/2026 18:17 • 5 acessos
Rui Costa Pimenta 2026: história política e plano de governo

Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), é candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 com o número 29. O nome de urna registrado é RUI COSTA PIMENTA, e seu candidato a vice-presidente é Antônio Carlos. As informações constam na página oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne os nomes de urna, números e propostas de governo das candidaturas presidenciais.

Nascido em São Paulo, em 25 de junho de 1957, Rui Costa Pimenta é jornalista e escritor. Sua trajetória política começou ainda no movimento estudantil e se desenvolveu dentro da esquerda brasileira durante o período da ditadura militar. Segundo o perfil publicado pelo próprio PCO, ele dirigiu o centro acadêmico de Letras da Universidade de São Paulo e participou da refundação da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Na década de 1980, Pimenta participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e da construção da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1985, foi eleito diretor da CUT na Grande São Paulo. Posteriormente, rompeu com o PT e, em 1995, liderou a fundação do Partido da Causa Operária, legenda da qual permanece como presidente nacional. O próprio TSE identifica Rui Costa Pimenta como presidente nacional do PCO.

A relação de Rui Costa Pimenta com eleições presidenciais começou antes da atual campanha. Ele disputou a Presidência em 2002, 2010 e 2014 e retorna ao cargo em 2026. Em 2002, recebeu 38.619 votos; em 2010, foram 12.206; e, em 2014, 12.324 votos, conforme registros eleitorais compilados a partir de dados do TSE.

O programa apresentado pelo PCO para 2026 parte de uma proposta de reorganização econômica e social centrada nos trabalhadores. O partido apresenta como principais eixos o aumento dos salários, redução da jornada de trabalho, ampliação do emprego, mudanças no sistema financeiro, retomada de empresas privatizadas, aumento de recursos para saúde e educação e medidas relacionadas às liberdades políticas.

No material eleitoral do PCO, o programa é apresentado como uma continuidade das posições defendidas pelo partido em suas atividades políticas e sindicais. O documento também coloca a candidatura presidencial como instrumento de defesa das propostas da legenda.

Uma das principais propostas econômicas apresentadas pela candidatura é a recomposição dos salários. O PCO defende a reposição integral das perdas salariais e um aumento emergencial de 50% nos salários, além de estabelecer como referência um salário mínimo de R$ 7.500.

A proposta é apresentada pelo partido como uma forma de elevar o poder de compra dos trabalhadores e enfrentar o aumento dos custos de itens como alimentação, moradia e energia.

O programa também relaciona a política salarial à ampliação do consumo interno e à melhoria das condições econômicas das famílias trabalhadoras.

Na área trabalhista, o PCO propõe uma jornada de sete horas por dia, cinco dias por semana, sem redução salarial.

O programa também defende a proibição das demissões. A proposta está inserida em uma política mais ampla de garantia de emprego e proteção dos trabalhadores diante das mudanças no mercado de trabalho.

A legenda sustenta que a redução da jornada deve ocorrer sem diminuição dos salários, mantendo a remuneração dos trabalhadores enquanto reduz o tempo diário dedicado ao trabalho.

Outro eixo importante do programa trata do sistema financeiro. O PCO propõe a anulação das dívidas dos trabalhadores e a estatização do sistema financeiro.

O programa também defende a criação de um imposto sobre as grandes fortunas. A medida aparece vinculada à proposta de reorganização da estrutura tributária e de financiamento das políticas públicas.

Na visão apresentada pelo partido, essas mudanças deveriam alterar a relação entre o sistema financeiro, o Estado e a população, direcionando recursos para as necessidades sociais e econômicas definidas no programa.

Na política econômica e industrial, Rui Costa Pimenta apresenta uma proposta de reversão das privatizações.

O PCO defende o cancelamento das privatizações e a transformação da Petrobras em uma empresa 100% estatal. O programa também estabelece a meta de redução do preço dos combustíveis em 50%.

A política para o setor energético é apresentada como parte de uma estratégia de controle público sobre áreas consideradas fundamentais para a economia nacional.

Na saúde, o programa prevê aumento dos recursos destinados ao setor e defende o fim do teto de gastos.

A proposta inclui a ampliação da estrutura pública de atendimento, com hospitais e postos de saúde em diferentes regiões do país.

O PCO apresenta a expansão dos serviços públicos de saúde como uma das medidas centrais para ampliar o atendimento à população, vinculando a política à elevação dos investimentos estatais.

Na educação, o programa também prevê aumento dos recursos públicos e defende o fim do vestibular como mecanismo de acesso ao ensino superior.

A proposta está relacionada à expansão do acesso às universidades e à ampliação da estrutura educacional pública.

O programa do PCO coloca a educação ao lado da saúde como uma das áreas que deveriam receber mais recursos com a mudança da política fiscal defendida pela legenda.

Outro capítulo do programa trata das liberdades políticas. O PCO defende medidas contra o que denomina censura e repressão e apresenta uma proposta de mudança na relação entre os Poderes da República.

O partido também critica decisões judiciais que considera restritivas à sua atuação política e defende o fim do que chama de “ditadura do Judiciário”.

O programa ainda apresenta críticas ao sistema de comunicação brasileiro e defende mudanças na estrutura de concentração dos meios de comunicação. Essas posições são apresentadas pelo próprio PCO como parte de sua plataforma eleitoral.

O programa eleitoral também incorpora posições sobre política internacional e movimentos sociais. O PCO declara apoio a pautas relacionadas aos povos que considera oprimidos e cita especificamente Palestina, Irã e Cuba em seu material eleitoral.

A legenda também relaciona sua plataforma internacional à defesa da independência política e à mobilização dos trabalhadores.

Essas posições fazem parte do discurso político apresentado pelo partido para a campanha presidencial de 2026.

A convenção nacional do PCO confirmou Rui Costa Pimenta como candidato à Presidência e Antônio Carlos como candidato a vice-presidente. O partido decidiu disputar as eleições de forma isolada, sem coligações ou federações.

O TSE posteriormente validou o registro da chapa Rui Costa Pimenta e Antônio Carlos. Com a conclusão dos julgamentos, a Corte Eleitoral confirmou 12 candidaturas à Presidência da República para as eleições de 2026.

É importante destacar que Pablo Marçal, que chegou a constar entre os pedidos de candidatura, não está entre os 12 candidatos confirmados. O TSE indeferiu o registro da chapa Pablo Marçal/Leonardo Avalanche, do PRTB. Segundo o tribunal, o pedido foi negado por falta de comprovação da filiação partidária de Marçal ao PRTB dentro do prazo legal, além de outros fundamentos relacionados às condições de elegibilidade.

Na página oficial do TSE dedicada às propostas de governo, RUI COSTA PIMENTA aparece com o número 29 e a sigla PCO — Partido da Causa Operária. A Justiça Eleitoral informa que os dados da página foram retirados das propostas apresentadas formalmente pelas candidaturas e disponibilizados no sistema DivulgaCandContas.

O primeiro turno será realizado no domingo, 4 de outubro de 2026. A data vale para a votação de presidente e vice-presidente da República e dos demais cargos previstos nas eleições gerais.

O segundo turno, se houver, ocorrerá no domingo, 25 de outubro de 2026. A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, em todas as cidades do país participantes do pleito.

Na eleição para presidente, o segundo turno ocorre apenas quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, conforme as regras eleitorais.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — trajetória política de Rui Costa Pimenta e programa de governo; registros eleitorais e históricos de candidaturas consultados a partir de dados eleitorais oficiais e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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