Candidata de MT à Presidência quer proibir bets em 100 dias
Pleito exigirá articulação com parlamentares para reverter regulamentação federal atual.
A candidata ao cargo de presidente da República Clariana Barão, originária de Várzea Grande, declarou que pretende banir as plataformas de apostas eletrônicas e o jogo conhecido como tigrinho logo nos primeiros cem dias de uma eventual gestão. Durante entrevista concedida na quarta-feira (12), a postulante pelo partido Democracia Cristã classificou sua postura sobre o tema como irredutível e contrária a essa modalidade de entretenimento financeiro.
Segundo a avaliação da candidata, a atual regulamentação federal do setor gerou uma crise que afeta o orçamento de lares de menor renda e desvia recursos que tradicionalmente movimentavam o comércio. Ela mencionou que o endividamento decorrente dos palpites virtuais resulta na perda de bens e prejudica o sustento básico das famílias, além de criticar o fato de o Estado lucrar com a taxação dessas atividades sob a justificativa de financiar tratamentos para dependência.
Embora defenda o encerramento da prática, Clariana admitiu que uma proibição total não depende de caneta presidencial isolada, pois a medida esbarra na necessidade de aprovação pelo Congresso Nacional. Para contornar esse obstáculo, a pretendente ao Palácio do Planalto planeja dialogar com deputados federas e senadores para conscientizá-los sobre os efeitos sociais negativos e buscar apoio político para reverter o status legal das apostas.
O posicionamento surge em meio ao debate nacional sobre a expansão das empresas de palpites esportivos, que hoje financiam equipes de futebol e campanhas publicitárias em massa. A candidata aposta na pressão da opinião pública e no convencimento dos parlamentares para tentar restaurar a ilegalidade do setor no país, nos moldes anteriores à regulamentação.














