CPI da Saúde em MT: Figueiredo defende pagamentos na ALMT

Ex-secretário de Estado de Saúde prestou depoimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e respondeu a dezenas de questionamentos.

Por Redação • 15/10/2026 16:26 • 41 acessos
CPI da Saúde em MT: Figueiredo defende pagamentos na ALMT

O ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, compareceu nesta quarta-feira (14) à Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, para prestar esclarecimentos na condição de investigado. A oitiva abordou os contratos firmados pela pasta entre os anos de 2019 e 2025.

A sessão foi conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos, que direcionou cerca de 70 perguntas ao depoente. Acompanhado por um advogado, o ex-gestor optou por abrir mão do direito ao silêncio para apresentar sua defesa perante os parlamentares.

Questionado sobre contratos, reconhecimentos de dívidas e autorizações de repasses, Figueiredo explicou que as decisões não partiam isoladamente de seu gabinete. Segundo ele, os trâmites passavam por múltiplos departamentos e recebiam pareceres técnicos de integrantes das nove secretarias adjuntas, cabendo a ele apenas a deliberação final.

Durante o depoimento, o ex-secretário confirmou que os pagamentos indenizatórios totalizaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, amparados pelo Termo de Ajustamento de Conduta número 01/2019, pontuando que o orçamento acumulado da secretaria no período superou R$ 31 bilhões.

Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito, justificou o ex-titular da pasta.

O deputado Wilson Santos contestou a justificativa ao ponderar que, embora a pandemia tenha exigido flexibilizações legais, o modelo indenizatório permaneceu recorrente e apresentou um crescimento de quase 500 porcento no cenário pós-pandemia.

Em tréplica, Figueiredo rejeitou a ideia de acomodação administrativa e garantiu que a pasta manteve rigor no controle dos recursos. Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação. Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados, declarou.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Plantão News e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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