Economista aponta saída de Lula como base para ajuste fiscal em MT
Cotada para integrar a equipe econômica de Flávio Bolsonaro, a especialista criticou os gastos federais e o patamar atual da taxa de juros.
A economista Daniella Marques declarou nesta quinta-feira, 17 de setembro, em Cuiabá, que a reestruturação das contas públicas brasileiras passa obrigatoriamente pela alternância na presidência da República. Coordenadora do núcleo econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), ela apontou que a prioridade para conter o descontrole orçamentário reside na mudança de comando no Palácio do Planalto.
Durante sua passagem pela capital do estado de Mato Grosso, a especialista criticou a condução financeira atual e relacionou o patamar elevado da taxa de juros real no território nacional aos gastos da gestão vigente. Questionada sobre o planejamento para equilibrar o orçamento, ela resumiu que a estratégia principal consiste em retirar o atual chefe do Executivo federal do cargo.
Cotada para assumir uma pasta de destaque no primeiro escalão em um eventual governo liderado por Flávio Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal evitou confirmar convites formais. Contudo, ressaltou que permanece à disposição do projeto político e pretende atuar no espaço que for determinado pelo candidato para auxiliar o país.
A profissional argumenta que a futura gestão pretende montar um grupo estritamente técnico e buscar articulação com o Congresso Nacional com o objetivo de recuperar o superávit primário. Para embasar a proposta, ela relembrou o resultado financeiro positivo obtido no encerramento da administração de Jair Bolsonaro, em 2022, quando o Tesouro Nacional registrou saldo favorável de R$ 59,7 bilhões antes do pagamento dos juros da dívida.
Nos últimos dias, a economista tem sinalizado a necessidade de implementar revisões rápidas nas regras do arcabouço fiscal e reorganizar os ativos da União. Embora o detalhamento exato das propostas de corte de despesas ainda deva passar por negociações parlamentares posteriores ao pleito, a prioridade imediata da campanha na cidade e no estado permanece focada na disputa eleitoral.














