Endividamento das famílias cresce em Cuiabá no mês de setembro

Pesquisa aponta alta no número de lares endividados na capital mato-grossense, enquanto a inadimplência recua no mesmo período.

Por Redação • 19/10/2026 06:33 • 17 acessos
Endividamento das famílias cresce em Cuiabá no mês de setembro

O índice de endividamento das famílias em Cuiabá registrou nova alta no mês de setembro, alcançando 83,9% após fechar o mês anterior em 83,5%. Os dados revelam que o indicador contabilizou o segundo mês consecutivo de acréscimo, conforme as informações apontadas pelo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Em termos absolutos, a pesquisa aponta que mais de 210 mil lares na capital mato-grossense encontram-se nessa condição financeira. Dentro desse universo, os dados detalhados pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso demonstram que 46,2% dos participantes da pesquisa se definem como pouco endividados, ao passo que 8% declararam um nível elevado de endividamento.

O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, avaliou que a alta demonstra o peso que o crédito possui no gerenciamento do orçamento doméstico. Segundo ele, o indicador evidencia que o crédito segue fundamental para a organização financeira da população local, seja na antecipação do consumo ou na administração de gastos ao longo do tempo.

Em contraponto ao aumento do endividamento, o indicador de famílias inadimplentes apresentou recuo, descendo de 16,3% em agosto para 15,5% em setembro. O cartão de crédito se manteve disparado como o principal meio gerador de débitos, sendo mencionado por 87,5% dos entrevistados. Em quantidade absoluta, cerca de 39 mil lares admitiram possuir contas vencidas.

Ao comentar os resultados, o dirigente da Fecomércio-MT pontuou que a queda na parcela de moradores com contas atrasadas traduz um panorama positivo para a capacidade de pagamento. No entanto, ele ressaltou que a fatia de pessoas sem perspectiva de quitar os débitos ainda demonstra a presença de barreiras financeiras significativas.

Entre os moradores consultados, 6,4% declararam que não terão condições de liquidar os valores em atraso, registrando leve retração em relação aos 6,5% apurados em agosto. O dirigente destacou que esse cenário mostra que a principal dificuldade reside na conversão da renda em pagamento de obrigações acumuladas.

No que tange ao período de permanência nessa condição, 39,1% dos entrevistados relataram estar endividados por mais de um ano. Outros 34,1% informaram prazos de três a seis meses, enquanto 16,8% acumulam dívidas por até três trimestre, e 9,3% estão na mesma situação de seis meses a um ano.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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