Franquias avançam pelo interior e mudam o mapa no Mato Grosso
Mercados saturados nas capitais fazem redes de franquias priorizarem o interior e centros regionais em busca de crescimento e novos consumidores.
O setor de franquias brasileiro passa por uma transformação geográfica profunda, deixando de concentrar seus esforços exclusivamente nas capitais e grandes centros urbanos. Com metrópoles enfrentando custos operacionais elevados, aluguéis caros e concorrência acirrada, as marcas voltaram suas estratégias de expansão para cidades médias e polos regionais.
Levantamentos da Associação Brasileira de Franchising indicam que quase metade das trinta cidades com melhor desempenho no setor já pertence ao interior. Embora as capitais ainda respondam pela maior fatia do faturamento nacional, totalizando setenta e seis por cento, os municípios interioranos já acumulam vinte e quatro por cento desse volume financeiro.
Esse deslocamento reflete uma alteração estrutural na forma como as empresas avaliam novos mercados. Em vez de priorizar apenas o volume populacional, as franqueadoras passaram a analisar indicadores como fluxo comercial, poder de atração sobre municípios vizinhos, estabilidade econômica, expansão de empregos formais e renda local.
Especialistas e empresários do setor apontam que o comportamento do consumidor também impulsiona essa tendência. Com orçamentos mais restritos, as famílias priorizam estabelecimentos que oferecem praticidade e preços previsíveis, favorecendo o desempenho de redes voltadas ao varejo popular em regiões com menor nível de saturação econômica.















