Galvan rejeita machismo em MT e critica punição desigual
Pleito por igualdade de punições entre gêneros gera debates durante entrevista sobre violência no estado.
O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), declarou recentemente que o território mato-grossense não pode ser classificado como machista. A afirmação ocorreu durante uma sabatina na qual o político defendeu que a legislação penal não faça distinção entre os sexos quando houver homicídios cometidos sob idênticas circunstâncias.
Questionado sobre as diferenças físicas e a maior vulnerabilidade das mulheres, Galvan concordou com a disparidade corporal, mas rechaçou que isso fundamente penalidades divergentes. Em sua avaliação, um crime passional praticado por uma mulher contra um homem precisa resultar exatamente na mesma sanção aplicada ao inverso.
Além de debater as punições para homicídios e feminicídios, o concorrente ao cargo legislativo argumentou que o foco das autoridades estaduais deve residir na prevenção. Para ele, o acompanhamento psicológico e a mediação prévia de conflitos domésticos evitam desfechos fatais com maior eficácia do que o simples endurecimento das leis.
Os posicionamentos públicos surgem em um cenário em que as estatísticas de segurança apontam dezenas de assassinatos femininos no estado ao longo dos primeiros meses do ano, além de milhares de prisões efetuadas por forças policiais em operações voltadas à proteção feminina.









