Homem que confessou matar esposa tem prisão mantida em Cuiabá após audiência de custódia
Jackson Pinto da Silva teve a prisão mantida pela Justiça durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (6), em Cuiabá, após confessar o assassinato da esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes. O caso, que chocou moradores da capital de Mato Grosso, segue sob investigação da Polícia Civil.
Segundo as investigações, Jackson foi preso na terça-feira (5) depois de admitir que matou a companheira por estrangulamento utilizando abraçadeiras plásticas, conhecidas como “enforca-gato”. O corpo da vítima foi encontrado enterrado no quintal de uma residência ligada à família, a cerca de dois metros de profundidade. A audiência foi conduzida pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.
O suspeito permanecerá preso enquanto o inquérito policial continua em andamento. O processo tramita em sigilo judicial.
De acordo com a Polícia Civil, Jackson demonstrou contradições durante depoimento prestado à delegada Eliane Moraes, responsável pela investigação. Após ser confrontado pelas inconsistências, ele confessou o feminicídio e revelou onde o corpo estava enterrado.
Em depoimento, o investigado afirmou que teria “perdido a cabeça” após conflitos no relacionamento e alegou estar afastado da família e do filho. Ele também declarou arrependimento.
As investigações apontam que, após matar Nilza Moura de Sousa Antunes, Jackson tentou despistar as autoridades registrando o desaparecimento da esposa. Ele chegou a sustentar a versão de que estaria sendo vítima de extorsão praticada por supostos sequestradores.
A narrativa levantou suspeitas durante as diligências da Polícia Civil. Com o avanço da investigação, os policiais identificaram inconsistências nas informações apresentadas pelo suspeito.
Ainda conforme o inquérito, Jackson teria planejado a ocultação do cadáver antes mesmo da descoberta do crime. Ele contratou uma empresa para cavar um buraco no quintal sob a justificativa de que realizaria uma obra para instalação de manilhas no imóvel.
Após a confissão, equipes da Polícia Civil localizaram o corpo da vítima enterrado no terreno indicado pelo suspeito. A perícia técnica foi acionada para realizar os procedimentos no local e coletar provas que irão integrar o inquérito.
A Justiça decidiu converter a prisão em preventiva após análise das circunstâncias do caso e da gravidade do crime investigado em Cuiabá.
O feminicídio registrado em Cuiabá amplia a preocupação com os casos de violência doméstica e assassinatos de mulheres em Mato Grosso. Crimes envolvendo ocultação de cadáver e tentativa de enganar as autoridades têm chamado atenção das forças de segurança no estado.
Dados recentes de segurança pública mostram que episódios de violência contra a mulher seguem entre os principais desafios enfrentados pelas autoridades, especialmente nas grandes cidades.
A Polícia Civil segue reunindo provas e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes do crime. Novas informações sobre o caso devem ser divulgadas conforme o avanço das investigações e a conclusão do inquérito.












