Imea leva projeções de safra e mercado para produtores no MT
Iniciativa itinerante debate cenários climáticos, custos de produção e ritmo de comercialização de insumos com agricultores locais.
Agricultores de diferentes regiões de Mato Grosso estão recebendo uma série de palestras técnicas voltadas para a atualização de mercado e projeções agrícolas. A iniciativa itinerante, promovida pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado, percorre o interior com o objetivo de debater diretamente com quem está no campo os desafios da atividade rural.
Iniciada no final de agosto com encerramento previsto para a próxima quarta-feira, a rodada de encontros aborda temas cruciais como o comportamento do mercado internacional e nacional, os impactos do cenário climático e os patamares elevados dos custos de produção. Segundo a equipe técnica responsável pelas apresentações, a proposta é confrontar os dados estatísticos com a realidade específica de cada município.
Durante os debates, aponta-se que a cautela tem sido a marca registrada dos produtores locais diante dos riscos financeiros e operacionais atuais. Esse comportamento cauteloso reflete diretamente nas perspectivas de expansão agrícola no território mato-grossense, resultando em projeções de crescimento de área plantada inferiores às médias tradicionalmente registradas em temporadas anteriores.
Para a temporada 2026/27, as projeções oficiais indicam uma área dedicada à soja de 13,04 milhões de hectares, com expectativa de colher 62,4 sacas por hectare e um volume total de 48,8 milhões de toneladas. No caso do milho, a estimativa aponta para 7,48 milhões de hectares cultivados, rendimento médio de 119,64 sacas por hectare e colheita estimada em 53,68 milhões de toneladas.
Outro ponto que tem acendido o alerta entre os analistas é o ritmo lento na comercialização de insumos voltados para o cereal na safra 2026/27. Os volumes negociados em setembro ficaram abaixo tanto do patamar registrado no ano anterior quanto da média histórica dos últimos cinco anos, cenário impulsionado principalmente pelas dificuldades na aquisição de fertilizantes nitrogenados devido às condições desfavoráveis do mercado.















