Juiz mantém réu que matou Zampieri no júri em MT
Ministério Público apontou estratégia da defesa para anular o processo após o início dos depoimentos em plenário.
A Justiça de Mato Grosso manteve no banco dos réus o executor confesso do assassinato do advogado Roberto Zampieri. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o pedido apresentado pela defesa para instaurar um incidente de insanidade mental do réu acabou formalmente rejeitado pelo magistrado responsável pelo caso.
A solicitação surgiu logo após os interrogatórios em plenário, momento em que os advogados alegaram que falas do réu demonstrariam desequilíbrio mental. A defesa argumentou que ele relatava ouvir vozes, utilizava gelo na cabeça para se acalmar e carregava histórico de internações passadas, requerendo a suspensão parcial dos trabalhos.
Representantes do Ministério Público reagiram de imediato à manobra, pontuando que o tema jamais havia sido mencionado ao longo de toda a instrução processual. Conforme os promotores, nenhum documento médico, prescrição ou atestado constava nos autos para embasar a tese, caracterizando a investida como uma tentativa de plantar uma nulidade diante de um cenário desfavorável no plenário.
O magistrado acompanhou a manifestação ministerial ao ressaltar que o processo tramita há mais de dois anos sem qualquer questionamento anterior sobre a sanidade do acusado. Segundo a decisão, o réu demonstrou falas coesas, perfeita compreensão da dinâmica processual e capacidade de narrar os fatos durante o próprio depoimento.
Durante o julgamento, o autor confesso declarou ter agido sozinho motivado por uma suposta cruzada contra a corrupção, detalhando que se aproximou da vítima sob o pretexto de negociar terras. Com a decisão judicial, o julgamento prossegue normalmente com a análise do Conselho de Sentença em território mato-grossense.















