Justiça barra soltura de Lumar e pede perícia em Sorriso
Equipe médica emitiu laudo favorável à desinternação, mas magistrados optaram por nova avaliação psiquiátrica antes de qualquer decisão.
A Justiça de Mato Grosso bloqueou a soltura de Lumar Costa da Silva, indivíduo que protagonizou um homicídio brutal contra a própria tia no município de Sorriso. Profissionais da saúde mental haviam emitido um parecer técnico sugerindo a liberação do paciente, mas a decisão foi interrompida pelo Poder Judiciário.
O relatório que recomendava a nova desinternação partiu da equipe responsável pelo Centro Integrado de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, localizado na capital mato-grossense. No documento, os profissionais apontaram que o interno estaria apto a retornar ao convívio social, menos de um ano após seu retorno ao estabelecimento psiquiátrico.
Diante da recomendação clínica, os magistrados responsáveis pelo caso optaram pela cautela e vetaram a liberação imediata. A determinação judicial estabelece a realização de uma perícia rigorosa e específica para atestar se o indivíduo ainda oferece riscos à sociedade e aos familiares.
O histórico do caso remete a um dos episódios mais violentos registrados na região, marcado pelo assassinato em que a vítima teve o coração arrancado. A repercussão do crime mobilizou autoridades e gerou forte comoção nacional, mantendo o assunto sob constante vigilância jurídica e da opinião pública na cidade.
A nova etapa processual busca esclarecer de forma definitiva o atual estado mental do interno, garantindo que eventuais riscos sejam avaliados por especialistas antes de qualquer alteração no regime de internação vigente no estado.












