Nova pesquisa revela cenário eleitoral para governo e senado em MT

Levantamento detalhado aponta os favoritos na disputa e a rejeição dos candidatos.

Por Everton Plinio Martiny • 22/05/2026 13:13 490 acessos
Nova pesquisa revela cenário eleitoral para governo e senado em MT

Uma pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto MT Dados no estado de Mato Grosso entre os dias 12 e 17 de maio de 2026 revela as primeiras tendências e o cenário atual da disputa eleitoral para os cargos de governador e senador. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-03773/2026, ouviu presencialmente 1.500 eleitores em suas residências, abrangendo 45 municípios que concentram as principais forças políticas e econômicas das sete regiões geográficas mato-grossenses.

De acordo com o relatório metodológico do instituto, a amostragem é representativa do eleitorado apto a votar no estado e foi calculada com base em dados oficiais do TSE de 2026, do Censo do IBGE de 2022 e da PNAD 2025/4-2024/2. Os pesquisadores utilizaram tablets e monitoramento em tempo real via GPS para a coleta de dados, que apresenta uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%. O desenho da amostra seguiu critérios rigorosos de estratificação e ponderação por sexo, escolaridade, faixa etária e renda familiar dos entrevistados.

Na disputa para o Governo do Estado, a modalidade espontânea mostra a liderança de Wellington Fagundes com 18% das intenções de voto, seguido por Otaviano Pivetta com 7%, Jaime Campos com 7% e Natasha Slhessarenko com 3%. O grupo de eleitores que declararam votar em outros candidatos soma 2%, enquanto os indecisos que não sabem ou não responderam atingem 51% e os votos brancos ou nulos somam 12%.

Nos cenários estimulados de primeiro turno para o governo, a liderança de Wellington Fagundes se consolida. No Cenário 1, Fagundes atinge 27%, seguido por Otaviano Pivetta com 20%, Jaime Campos com 14% e Natasha Slhessarenko com 7%, com 25% de indecisos e 7% de brancos e nulos. No Cenário 2, sem a presença de Natasha, Fagundes liderar com 29%, Pivetta pontua 21%, Jaime Campos alcança 15%, os indecisos somam 26% e brancos ou nulos representam 9%. No Cenário 3, em uma disputa direta mais enxuta, Fagundes chega a 31%, Pivetta vai a 24%, Natasha aparece com 6%, enquanto os indecisos são 26% e os brancos e nulos ficam em 9%.

A pesquisa simulou ainda seis cenários de segundo turno para a chefia do executivo estadual. No primeiro confronto, Wellington Fagundes alcança 35% contra 25% de Otaviano Pivetta, com 27% de indecisos e 13% de brancos e nulos. No Cenário 2, Otaviano Pivetta vence Jaime Campos por 31% a 22%, registrando 35% de indecisos e 12% de brancos e nulos. No terceiro embate, Wellington Fagundes registra 37% contra 20% de Jaime Campos, com 32% de indecisos e 11% de brancos e nulos. No Cenário 4, Otaviano Pivetta obtém 35% frente a 14% de Natasha Slhessarenko, com 39% de indecisos e 12% de brancos e nulos. No Cenário 5, Fagundes soma 39% contra 13% de Natasha, com 36% de indecisos e 12% de brancos e nulos. No sexto e último cenário de segundo turno, Jaime Campos atinge 25% contra 15% de Natasha Slhessarenko, mantendo 41% de indecisos e 19% de brancos e nulos.

O levantamento também mediu o potencial de voto de cada pretenso candidato ao governo, avaliando a predisposição do eleitorado de Mato Grosso. Wellington Fagundes possui 21% de eleitores que votariam com certeza, 23% que poderiam votar, 13% que não votariam de jeito nenhum, 17% que não o conhecem e 26% que não souberam responder. Otaviano Pivetta tem 11% de voto certo, 20% de voto potencial, 15% de rejeição, 21% de desconhecimento e 33% que não opinaram. Jaime Campos registra 8% de voto convicto, 15% de voto potencial, 21% de rejeição, 21% de desconhecimento e 35% de indecisos. Já Natasha Slhessarenko apresenta 3% de voto certo, 9% de potencial de voto, 15% de rejeição absoluta, 41% de desconhecimento por parte dos entrevistados e 32% que não responderam.

Para o Senado Federal, onde o eleitor tem direito a duas escolhas na urna, a pesquisa avaliou o primeiro e o segundo voto de forma isolada e conjunta. Na primeira opção de voto estimulada, Mauro Mendes lidera isoladamente com 39%, seguido por Janaina Riva com 15%, José Medeiros com 8%, Carlos Fávaro com 7%, Pedro Taques com 4%, Antonio Galvan com 2% e Ione Sampaio com 2%. O índice de eleitores que não sabem ou não responderam é de 19%, e brancos ou nulos somam 4%. Na segunda opção de voto, Janaina Riva aparece com 17%, seguida por Mauro Mendes com 13%, José Medeiros com 10%, Pedro Taques com 8%, Carlos Fávaro com 5%, Antonio Galvan com 4% e Ione Sampaio com 2%. Nesta segunda escolha, o número de indecisos sobe para 34% e os brancos ou nulos representam 7%.

No somatório das duas opções de voto para o Senado, Mauro Mendes desponta na liderança com 52% das intenções de voto dos mato-grossenses. Janaina Riva ocupa a segunda posição com 32%, demonstrando força na disputa pelas vagas. Na sequência aparecem José Medeiros com 18%, Carlos Fávaro com 12%, Pedro Taques com 12%, Antonio Galvan com 6% e Ione Sampaio com 4%. Os eleitores que se declararam indecisos ou não souberam responder somam 53%, enquanto os votos brancos e nulos totalizam 11% nessa contagem unificada.

A pesquisa também aferiu o índice de rejeição para o Senado Federal, revelando quais nomes enfrentam maior resistência entre os eleitores de Mato Grosso. O ex-governador Pedro Taques lidera o quesito com 15% de rejeição, seguido de perto pelo ministro Carlos Fávaro com 14% e por José Medeiros com 14%. A candidata Ione Sampaio aparece com 10% de rejeição, Janaina Riva tem 8%, Mauro Mendes registra 8% e Antonio Galvan soma 5%. Os eleitores que declararam rejeitar todos os nomes apresentados ou que votariam em branco e nulo somam 5%, enquanto os que não souberam ou não responderam representam 21% da amostra.

O panorama apresentado por este levantamento estatístico reforça a relevância do debate sobre a sucessão estadual e a definição das forças políticas na região Centro-Oeste, servindo como termômetro para as articulações partidárias. Os dados coletados detalham as preferências geográficas e os desafios de conhecimento público que os pré-candidatos precisarão enfrentar ao longo dos próximos meses de campanha eleitoral em Mato Grosso.

As coordenações políticas e os partidos avaliam os números divulgados para ajustar suas estratégias de comunicação e alianças partidárias para o pleito que se aproxima. Novas pesquisas de intenção de voto devem ser realizadas regularmente pelos institutos locais e nacionais para acompanhar a evolução do eleitorado e as mudanças no cenário político estadual nas próximas semanas.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Dados e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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