Operação mira facção e bloqueia R$ 17 milhões em Mato Grosso
Ações judiciais cumprem mandados em vários estados para descapitalizar grupo investigado por lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (29.7), a Operação Replay com o objetivo de desarticular a rede financeira de uma facção criminosa que operava em diferentes regiões do país. A mobilização envolveu o cumprimento de dez mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão e medidas voltadas ao patrimônio dos investigados. Os alvos da ofensiva foram distribuídos entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande, em território mato-grossense, além de municípios em Santa Catarina e no Rio de Janeiro.
O desdobramento decorre de apurações anteriores conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado. A análise de dados telemáticos permitiu mapear a persistência das atividades ilícitas, revelando uma divisão clara de tarefas, o uso de operadores externos e a utilização de contas de terceiros para a aquisição de bens incompatíveis com a renda declarada. Entre as determinações judiciais autorizadas estão o sequestro de imóveis, a indisponibilidade de veículos e o bloqueio de ativos financeiros.
O levantamento patrimonial estimado em torno de R$ 17,2 milhões abrange residências e apartamentos de alto padrão localizados em estados como Santa Catarina e Mato Grosso, além de terrenos e automóveis. Paralelamente, o pedido de bloqueio de contas chegou a cerca de R$ 15,3 milhões com base na contabilidade apreendida. A estratégia visa atingir diretamente a base econômica do grupo, impedindo a dissipação de recursos e neutralizando a capacidade de reorganização da estrutura.
As investigações também apontaram que uma das lideranças do grupo, mesmo detida em uma unidade de segurança máxima, continuava a dar ordens de caráter financeiro e disciplinar. O uso recorrente de diferentes aparelhos celulares com um mesmo chip evidenciou táticas para burlar o controle prisional e manter a comunicação clandestina com operadores que atuavam em liberdade, justificando a nova fase de repressão policial.














