Justiça para auxiliares educacionais em Primavera

Por Everton Plinio Martiny • 05/05/2026 17:00 704 acessos
Justiça para auxiliares educacionais em Primavera

Em Primavera do Leste, a situação dos auxiliares educacionais ganhou destaque após a cobrança pública do vereador Sargento Telles por melhores condições de trabalho e respeito aos direitos da categoria. A denúncia levanta questionamentos importantes sobre a valorização desses profissionais que atuam diretamente no apoio à educação básica, especialmente na educação infantil.

A principal crítica gira em torno da realização de atividades além da jornada contratual sem a devida compensação financeira. Auxiliares que possuem carga horária semanal definida acabam participando de reuniões, eventos e outras demandas escolares sem receber horas extras, o que tem gerado insatisfação crescente. Além disso, há relatos de condicionamento do direito ao recesso, com exigência de frequência mínima em cursos, sob pena de perda dos 15 dias de descanso previstos.

Outro ponto sensível envolve a obrigatoriedade de comparecimento às unidades escolares durante o período de recesso, mesmo na ausência de alunos e professores. A medida é vista por muitos como uma penalização injusta, que desconsidera o caráter do descanso garantido aos servidores.

Diante desse cenário, a cobrança apresentada é objetiva: o pagamento das horas excedentes trabalhadas ou a garantia integral do recesso, sem condicionantes que prejudiquem os profissionais. O debate também reacende a discussão sobre o cumprimento das legislações municipais que regem a categoria.

A jornada de trabalho dos auxiliares educacionais em 2026 segue as diretrizes do Plano de Cargos, Carreira e Salários dos Profissionais da Educação Básica, instituído pela Lei Municipal nº 2.079/2022 e atualizado pela Lei nº 2.468/2026. Embora a carga horária padrão para o quadro de apoio seja de 40 horas semanais, a organização das atividades depende das necessidades das unidades escolares, principalmente nas creches, onde o atendimento é estruturado por turmas e turnos específicos.

Os auxiliares são servidores públicos efetivos, regidos pelo regime estatutário, o que reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas legais que garantem seus direitos. A recente proposta de reajuste e reestruturação da carreira em 2026 demonstra um avanço institucional, mas ainda não resolve os problemas práticos enfrentados no dia a dia.

O caso evidencia um cenário que vai além de uma reivindicação pontual, colocando em pauta a valorização dos profissionais que desempenham papel essencial no funcionamento das escolas e no desenvolvimento das crianças.

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