Javalis causam prejuízos no campo e produtores cobram regras em MT
Encontros em Araputanga e Cáceres discutiram os impactos da espécie exótica invasora e as dificuldades enfrentadas por agricultores e controladores.
A presença de javalis em propriedades rurais de Mato Grosso tem gerado prejuízos significativos para a agropecuária e motivado cobranças por parte de produtores locais. Na semana passada, reuniões realizadas nos municípios de Araputanga e Cáceres reuniram agricultores, dirigentes sindicais, representantes da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso e profissionais habilitados no manejo desses animais.
O objetivo dos encontros foi coletar relatos de quem lida diariamente com os danos causados pela espécie, diagnosticar as principais barreiras enfrentadas durante as ações de controle e direcionar reivindicações aos órgãos competentes. Entre os pontos centrais do debate estão a exigência de normas mais claras, a desburocratização dos processos e o reforço da segurança jurídica para os proprietários de terras e controladores que atuam de forma legal.
O javali é classificado como uma espécie exótica invasora e oferece riscos tanto para a produção agrícola quanto para o equilíbrio ambiental. Os animais danificam lavouras, destroem áreas de pastagem, reviram o solo e aceleram processos de erosão, além de provocarem o assoreamento de cursos d'água nas regiões afetadas.
Além dos danos estruturais e ambientais, a proliferação da espécie acende alertas de ordem sanitária, fator que preocupa especialmente as regiões do estado com forte atuação na pecuária e na suinocultura. A atuação coordenada busca mitigar esses riscos e proteger a integridade econômica do setor produtivo mato-grossense.
No âmbito nacional, o manejo e a eliminação de javalis são permitidos em todo o país, desde que sejam rigorosamente cumpridas as normas e as exigências estipuladas pelos órgãos ambientais competentes, a exemplo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.













