Mato Grosso lidera a produção de biomassa nativa no Brasil

Estado registra avanço expressivo na produção de biomassa florestal entre 2021 e 2025 e amplia sua participação no cenário nacional

Por Redação • 05/11/2026 13:56 • 9 acessos
Mato Grosso lidera a produção de biomassa nativa no Brasil

Mato Grosso se consolidou como o maior produtor de biomassa de origem nativa do Brasil, destacando-se como o estado que mais contribuiu para o avanço dessa produção no território nacional. Os dados foram divulgados pela Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, do IBGE, com números definitivos referentes ao período entre 2021 e 2025.

Nesse intervalo, o volume produzido no estado registrou um acréscimo de 2,98 milhões de metros cúbicos, superando o crescimento de 2,10 milhões verificado em todo o restante do país. Com esse desempenho, a participação mato-grossense no total nacional experimentou um salto expressivo, passando de 8,2% para 21,5%.

Segundo o presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso, Fausto Takizawa, o cenário estadual contrasta com a tendência observada em âmbito nacional. Enquanto no restante do Brasil a madeira nativa perdeu espaço, em Mato Grosso ela avançou em 2025, reforçando a importância de ofertar ao mercado uma biomassa de origem renovável e rastreável.

A produção total de biomassa florestal no território mato-grossense mais que dobrou, subindo de 3,4 milhões para 8,05 milhões de metros cúbicos. A biomassa oriunda de florestas plantadas apresentou alta de 88%, alcançando 3,51 milhões de metros cúbicos, sendo cerca de 90% desse total composto por eucalipto. Paralelamente, a biomassa nativa de todas as espécies avançou 190%, saltando para 4,54 milhões de metros cúbicos e assumindo a liderança ao responder por 56% do total estadual.

O crescimento no consumo de biomassa ao longo da última década foi impulsionado pelo fortalecimento das agroindústrias locais, que utilizam o material para alimentar suas caldeiras. O setor florestal plantado anteviu esse movimento em seu início e mobilizou-se para ampliar a oferta, embora a matriz nativa tenha passado a predominar no abastecimento estadual.

A virada no setor ocorreu a partir de 2024. Em 2023, a floresta plantada havia atingido o pico de 5,18 milhões de metros cúbicos, respondendo por 73% da biomassa produzida no estado. Nos dois anos seguintes, houve um recuo de 32%, ao passo que a biomassa nativa saltou de 1,9 milhão para 4,54 milhões de metros cúbicos, após a autorização do órgão ambiental estadual, em 2022, para que grandes consumidores utilizassem material proveniente de supressão vegetal autorizada.

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