BR-163 supera criminalidade em mortes em cidades de Mato Grosso
Estudo aponta que, apesar da queda geral nas colisões ao longo dos anos, a letalidade nas rodovias cresceu consideravelmente em trechos específicos do estado.
Dados compilados pela plataforma Crime Brasil revelam uma estatística preocupante em três municípios de Mato Grosso, onde a rodovia BR-163 tem causado mais óbitos do que crimes violentos. Enquanto a quantidade total de ocorrências de trânsito apresentou redução em comparação a anos anteriores, o índice de letalidade das colisões na via tem seguido uma trajetória de alta.
Para estruturar o estudo, foram cruzadas informações oficiais de diferentes órgãos públicos. Os registros de ocorrências na estrada baseiam-se nos relatórios da Polícia Rodoviária Federal, ao passo que os dados referentes a homicídios utilizam o Sistema de Informações sobre Mortalidade do DATASUS.
A infraestrutura viária atravessa dezenas de localidades mato-grossenses. Historicamente, o cenário sofreu variações: o volume de ocorrências caiu de 1.181 registros em 2017 para 969 em 2025, embora uma retomada no crescimento venha sendo observada desde 2021.
A gravidade dos episódios também mudou ao longo do tempo. Em 2017, a taxa era de 4,7 óbitos para cada grupo de cem ocorrências, indicador que saltou para 12,9 mortes proporcionais em 2022, mantendo patamares elevados recentemente, com média de 8,7 falecimentos por centena de registros em 2025.
Entre os municípios monitorados, Nova Santa Helena lidera a diferença proporcional, contabilizando dezesseis óbitos viários contra nove homicídios entre 2017 e 2025. Na sequência aparecem Itaúba, com vinte fatalidades no asfalto frente a doze assassinatos, e Itiquira, registrando dezenove vítimas na estrada e dezoito mortes violentas intencionais.















