Em Juscimeira, jovem atendido na infância por defensora vira estagiário

Conselho recebido aos seis anos motivou estudante de Direito a prestar seleção para a Defensoria Pública em Juscimeira

Por Redação • 30/10/2026 09:29 • 6 acessos
Em Juscimeira, jovem atendido na infância por defensora vira estagiário

Aos seis anos de idade, Manoel Rodrigues de Souza Neto recebeu um conselho que moldaria os rumos de sua trajetória acadêmica e profissional. Durante um atendimento jurídico motivado pela separação de seus pais no ano de 2008, ele ouviu de uma defensora pública que deveria se dedicar aos estudos porque, no futuro, trabalharia ao lado dela na instituição.

Dezessete anos após aquele primeiro contato no núcleo da Defensoria Pública de Mato Grosso no município de Juscimeira, a promessa se transformou em realidade. Atualmente com 23 anos e cursando o segundo semestre da faculdade de Direito, Manoel foi aprovado em um processo seletivo para estagiários e retornou ao mesmo local onde havia sido acolhado na infância.

Criado pelos avós, o jovem cresceu conciliando as tarefas em uma fazenda com os estudos. Tentou inicialmente seguir a carreira militar por volta dos 17 anos, mas, diante da desaprovação nos processos seletivos, decidiu direcionar seus esforços para a área jurídica. Prestou vestibular, obteve a aprovação e, há cerca de dois meses, concorreu à vaga de estágio na instituição que o marcou na infância.

A rotina atual exige esforço e planejamento para dar conta de múltiplos compromissos diários. Pela manhã, Manoel atua no setor de vendas e, no período da tarde, cumpre expediente como estagiário na Defensoria. Em seguida, viaja de ônibus por 57 quilômetros até Rondonópolis para assistir às aulas da graduação, retornando para casa apenas no final da noite.

O reencontro com a defensora pública Rosana Leite aconteceu por intermédio do projeto Depois da Defensoria, iniciativa institucional voltada para resgatar histórias e trajetórias de cidadãos atendidos ao longo dos anos. A profissional destacou a importância de um atendimento humanizado em momentos de conflito familiar.

Eu estou muito emocionado e feliz em saber que a conversa que tive com o Manoel lá em 2008 foi uma sementinha plantada e que hoje está rendendo frutos, declarou a defensora ao saber do impacto duradouro de suas palavras na vida do estudante.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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