Polícia investiga emboscada na morte de homem em Mato Grosso

Apuração busca esclarecer inconsistências sobre suposta agressão prévia que teria motivado o crime cometido por dois suspeitos.

Por Redação • 22/09/2026 16:53 5 acessos
Polícia investiga emboscada na morte de homem em Mato Grosso

A Polícia Civil conduz novas diligências para esclarecer as circunstâncias do assassinato de Leonilson Porfira Costa, de 50 anos, ocorrido no dia 12 de setembro no município de Peixoto de Azevedo, no estado de Mato Grosso. O caso, inicialmente tratado como uma reação a uma suposta tentativa de homicídio contra uma mulher, passou a ser examinado sob outras hipóteses, incluindo a possibilidade de homicídio premeditado e emboscada.

Conforme os levantamentos iniciais, a vítima foi agredida violentamente a pauladas por dois homens, identificados como Danilo Clemente de Souza e um indivíduo conhecido apenas como Luís. Ambos seriam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. O desentendimento teria começado após a alegação de que Leonilson atacou a amante com marteladas na residência dela, versão que agora divide a atenção dos investigadores por apresentar contradições.

Um dos pontos centrais que motivaram a revisão da ocorrência foi a ausência do martelo que teria sido utilizado por Leonilson na suposta agressão anterior, objeto que não foi encontrado pela polícia. Diante disso, a dinâmica dos fatos relatada inicialmente passou a ser considerada inconsistente, levantando dúvidas sobre a veracidade do contexto apresentado às autoridades logo após o crime.

No dia do ocorrido, segundo o histórico apurado, a mulher teria buscado abrigo na casa de conhecidos após ser supostamente atacada. A dupla suspeita passou a perseguir Leonilson pelas ruas locais, desferindo múltiplos golpes contra ele. O homem chegou a ser socorrido com vida e encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Os dois envolvidos chegaram a ser detidos em flagrante pelo homicídio, contudo acabaram soltos durante a audiência de custódia. Enquanto a Delegacia de Polícia Civil de Peixoto de Azevedo planeja novos depoimentos para elucidar o episódio, familiares da vítima contestam a versão de agressão, descrevem o homem como trabalhador e exigem punição rigorosa aos responsáveis pelo ato.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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