Polícia prende em Várzea Grande mulher que emprestou conta para golpe

Investigação revelou que suspeita vendeu dados da própria conta por R$ 400 a golpista que operava nas redes sociais.

Por Redação • 08/10/2026 10:37 • 5 acessos
Polícia prende em Várzea Grande mulher que emprestou conta para golpe

A Polícia Civil efetuou a prisão em flagrante de uma jovem de 23 anos durante diligências realizadas no município de Várzea Grande, no estado de Mato Grosso. A suspeita é acusada de disponibilizar sua conta bancária para o recebimento de valores ilícitos provenientes de um esquema fraudulento contra um idoso.

A operação teve início após a vítima, um homem de 61 anos residente em Macapá, procurar as autoridades policiais para relatar um golpe financeiro. O cidadão foi convencido a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 14 mil sob o pretexto de adquirir um automóvel anunciado em uma plataforma de rede social, negócio que nunca se concretizou.

Como o dinheiro foi enviado diretamente para uma instituição financeira registrada em nome de uma moradora da cidade mato-grossense, autoridades do Amapá acionaram a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais local. O caso foi repassado à Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, que mobilizou equipes para apurar o paradeiro da titular da conta.

Durante o interrogatorio policial, a detida admitiu ter comercializado o acesso aos seus dados bancários por R$ 400. A negociação ocorreu por meio de um perfil no Instagram, gerenciado por um indivíduo que publicava anúncios buscando contas de terceiros para movimentar dinheiro de origem criminosa.

A conduta da investigada enquadra-se nas disposições do Código Penal que punem a cessão remunerada ou gratuita de contas para transações ilícitas. Sem direito a fiança, a mulher permanece sob custódia aguardando a realização da audiência de custódia na cidade.

O delegado responsável pela condução das apurações alertou a população sobre os riscos de emprestar dados bancários a desconhecidos. A autoridade policial destacou que cidadãos que cedem suas contas podem responder criminalmente por fraudes, mesmo sem ter participado diretamente da abordagem à vítima final.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Olhar Direto e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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