Lula 2026: história política e plano de governo
Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece na urna como LULA, número 13. Veja a trajetória política do candidato e as principais propostas registradas para as Eleições 2026.
Luiz Inácio Lula da Silva volta a disputar a Presidência da República em 2026 com uma trajetória política que começou no movimento sindical, passou pela fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), pela Assembleia Nacional Constituinte e por quatro décadas de eleições presidenciais.
Nas Eleições 2026, o candidato está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nome de urna LULA, número 13, pelo PT. A candidatura integra a coligação Brasil Pronto pra Mais. O TSE disponibiliza o programa de governo apresentado pela chapa em sua plataforma oficial de candidaturas.
O documento reúne propostas para áreas como economia, trabalho, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, infraestrutura, agricultura, ciência e tecnologia, além de políticas sociais e relações internacionais.
Lula nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, Pernambuco. Ainda criança, mudou-se com a família para o estado de São Paulo, onde posteriormente iniciou sua trajetória profissional como metalúrgico.
A atuação no movimento sindical transformou sua trajetória. Lula ganhou projeção nacional durante as mobilizações de trabalhadores do ABC paulista no final da década de 1970 e início dos anos 1980.
Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, criado a partir da articulação entre sindicalistas, movimentos sociais, intelectuais e outros setores da sociedade.
Seis anos depois, em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição Federal de 1988.
A primeira candidatura de Lula à Presidência ocorreu em 1989, quando chegou ao segundo turno. Ele voltou a disputar a eleição presidencial em 1994 e 1998.
Em 2002, venceu a eleição presidencial e assumiu o Palácio do Planalto em janeiro de 2003. Em 2006, foi reeleito para um segundo mandato.
Depois de deixar a Presidência em 2010, Lula permaneceu como uma das principais lideranças do PT. Em 2022, voltou a disputar a Presidência e venceu a eleição no segundo turno, assumindo novamente o cargo em janeiro de 2023.
Em 2026, aparece novamente entre as candidaturas registradas para a Presidência.
O TSE registra Luiz Inácio Lula da Silva com o nome de urna LULA, número 13, pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A plataforma oficial do Tribunal reúne as informações das candidaturas e os respectivos planos de governo. No caso de Lula, o programa está vinculado à coligação Brasil Pronto pra Mais.
O TSE informa que os dados publicados na plataforma foram retirados das propostas apresentadas pelas candidatas e candidatos e disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas.
O plano de governo apresentado pela candidatura estabelece uma agenda para um eventual novo mandato presidencial e aborda diferentes áreas da administração pública.
Entre os principais temas estão desenvolvimento econômico, emprego, renda, educação, saúde, segurança, meio ambiente, transição energética, infraestrutura, agricultura e redução das desigualdades.
Na área econômica, o programa defende a continuidade de políticas voltadas ao crescimento da atividade produtiva, à geração de empregos e ao aumento da renda.
A candidatura também apresenta propostas para ampliar investimentos, fortalecer a indústria nacional, estimular a inovação e aumentar a capacidade produtiva do país.
O plano relaciona desenvolvimento econômico à redução das desigualdades sociais e regionais.
Entre as propostas para o mercado de trabalho está a defesa da redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial.
O programa também trata da valorização do salário mínimo, da negociação coletiva e das mudanças provocadas pela digitalização da economia.
Para a educação, o plano prevê ampliação do acesso e da permanência dos estudantes nas escolas.
A proposta inclui expansão da educação em tempo integral, fortalecimento da educação pública e ampliação da educação profissional e tecnológica.
O documento também aborda o ensino superior e políticas destinadas à redução das desigualdades educacionais entre diferentes regiões do país.
A valorização dos profissionais da educação aparece entre os temas apresentados pela candidatura.
Na saúde, o programa prevê o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as propostas estão a ampliação da atenção básica, a expansão do atendimento especializado e medidas para diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.
O plano também prevê maior utilização de ferramentas digitais na saúde pública e integração dos serviços.
A proposta busca ampliar a capacidade de atendimento do sistema público e melhorar a gestão dos serviços de saúde.
A segurança pública aparece como uma das áreas que a candidatura pretende reorganizar e ampliar na esfera federal.
O programa apresenta a proposta de criação de um Ministério da Segurança Pública, além de medidas para aumentar a integração entre União, estados e municípios.
O combate ao crime organizado, o uso de inteligência e a atuação coordenada das forças de segurança também aparecem entre os temas abordados.
A candidatura ainda propõe ações de prevenção à violência e fortalecimento das estruturas responsáveis pela segurança pública.
O meio ambiente ocupa espaço relevante no programa de governo.
Entre as propostas estão medidas de combate ao desmatamento ilegal, proteção dos biomas brasileiros e fortalecimento das políticas ambientais.
O plano relaciona a agenda ambiental ao desenvolvimento econômico e à expansão de tecnologias de baixo carbono.
A candidatura também apresenta a transição para uma economia com menores emissões como uma oportunidade para investimentos, inovação e geração de empregos.
Outro eixo do programa é a transição energética.
A proposta prevê expansão de fontes renováveis e investimentos em tecnologias voltadas à redução das emissões de carbono.
O plano também atribui importância aos biocombustíveis e ao desenvolvimento de novas atividades ligadas à economia de baixo carbono.
A candidatura defende o aproveitamento da matriz energética brasileira e da capacidade nacional de produção de energia renovável.
O setor agropecuário também aparece no programa de governo.
A candidatura propõe políticas relacionadas a crédito, assistência técnica, tecnologia e produção de alimentos.
A agricultura familiar recebe atenção específica dentro das propostas sociais e econômicas.
O programa também estabelece uma relação entre produção agropecuária, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Na infraestrutura, o plano prevê investimentos em setores como transporte, energia, saneamento e habitação.
A proposta é ampliar a capacidade de investimento do país e melhorar estruturas consideradas importantes para a atividade econômica.
A logística nacional também aparece associada à necessidade de reduzir gargalos que afetam a produção e a circulação de mercadorias.
O programa apresenta propostas para fortalecer a indústria brasileira e ampliar investimentos em ciência, tecnologia e inovação.
Entre os setores considerados estratégicos estão áreas relacionadas à transformação digital, energia, indústria e economia de baixo carbono.
A candidatura também defende maior desenvolvimento tecnológico nacional e redução da dependência externa em setores considerados estratégicos.
A redução da pobreza e das desigualdades aparece como um dos eixos do programa.
O plano propõe políticas de transferência de renda combinadas com ações relacionadas a emprego, educação, saúde, alimentação e moradia.
A candidatura também estabelece como objetivo reduzir diferenças sociais e regionais existentes no país.
A proposta apresentada é combinar políticas sociais com medidas de geração de emprego e aumento da renda.
Na política internacional, o programa defende o fortalecimento da atuação brasileira em organismos multilaterais.
O documento também apresenta propostas para ampliar relações diplomáticas e comerciais com diferentes países e regiões.
A integração da América Latina e a defesa da soberania nacional aparecem entre os temas abordados.
O Tribunal Superior Eleitoral criou uma página específica para reunir os planos de governo dos candidatos à Presidência.
A plataforma organiza as propostas das candidaturas e permite consultar os documentos registrados na Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, os dados são provenientes das propostas apresentadas pelas próprias candidaturas no sistema DivulgaCandContas.
No caso de Lula, o documento está identificado com o nome de urna LULA, número 13, e vinculado ao PT e à coligação Brasil Pronto pra Mais.
Pablo Marçal chegou a apresentar pedido de registro de candidatura à Presidência pelo PRTB, mas não está entre as candidaturas confirmadas para a eleição.
Em 11 de setembro de 2026, o TSE informou que indeferiu o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB.
Segundo o Tribunal, a candidatura de Marçal foi negada por falta de comprovação de filiação ao PRTB dentro do prazo legal. O TSE também apontou questão relacionada à sua condição de elegibilidade.
Com a conclusão dos julgamentos, o Tribunal informou a validação de 12 chapas para a disputa presidencial de 2026.
O calendário oficial do TSE estabelece o domingo, 4 de outubro de 2026, como data do primeiro turno.
Se houver necessidade de segundo turno para presidente, a votação será realizada no domingo, 25 de outubro de 2026.
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O TSE ressalta que eleitores em estados com fusos diferentes devem observar o horário local correspondente.
1º turno: 4 de outubro de 2026, domingo
2º turno, se houver: 25 de outubro de 2026, domingo
Horário: das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
No segundo turno, a disputa para presidente ocorre quando nenhum candidato obtém a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
A candidatura de Lula em 2026 reúne uma trajetória iniciada no movimento sindical, a participação na fundação do PT, a atuação como deputado federal e constituinte, quatro décadas de disputas eleitorais e três períodos anteriores na Presidência da República.
Para 2026, o programa registrado no TSE apresenta propostas para diferentes áreas da administração federal, incluindo economia, trabalho, saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, energia, agricultura, infraestrutura, indústria, tecnologia e políticas sociais.
As propostas apresentadas no programa são compromissos registrados pela candidatura na Justiça Eleitoral. A eventual implementação de cada medida dependerá, entre outros fatores, das regras legais, das condições orçamentárias e, quando necessário, da aprovação do Congresso Nacional.















