Flávio Bolsonaro 2026: história política e plano de governo
Candidato do PL à Presidência da República, número 22, Flávio Bolsonaro apresenta propostas para economia, segurança, saúde, educação, infraestrutura, reforma do Estado e mudanças no sistema político.
Flávio Nantes Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026, concorre com o número 22 e tem Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente. O registro da chapa foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a candidatura dentro do calendário oficial do pleito.
O plano de governo apresentado pela candidatura tem o título “Para o Brasil Vencer o Atraso – Diretrizes do Plano de Governo 2027-2030” e reúne 76 páginas. O documento foi registrado no TSE e apresenta propostas para diferentes áreas da administração federal, incluindo economia, trabalho, segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente, política externa, combate à corrupção e reformas institucionais.
Nascido em Resende, no Rio de Janeiro, em 30 de abril de 1981, Flávio Bolsonaro é bacharel em Direito pela Universidade Cândido Mendes e possui especializações em políticas públicas pelo Iuperj e em empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas, segundo perfil publicado pelo Senado Federal.
Sua carreira política começou no âmbito estadual. Flávio foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pela primeira vez em 2002, quando tinha 21 anos, e posteriormente foi reeleito para novos mandatos. Registros da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro mostram sua atuação parlamentar desde 2003.
Durante os quatro mandatos como deputado estadual, sua atuação parlamentar esteve especialmente relacionada a temas como segurança pública, administração penitenciária e defesa civil. Ele também presidiu uma Comissão Especial de Planejamento Familiar na Assembleia Legislativa do Rio.
Em 2018, Flávio Bolsonaro foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. Segundo o Senado, obteve 31,3% dos votos válidos naquela eleição. O mandato no Senado começou em 2019 e tem duração prevista até 2027.
Atualmente, no Senado, integra comissões como a Comissão de Segurança Pública, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e a Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.
Ao longo da carreira, Flávio Bolsonaro também apresentou e participou de debates legislativos relacionados a segurança, fiscalização do poder público, liberdade de expressão, economia e atuação do governo federal. Em pronunciamento de maio de 2026, por exemplo, defendeu a instalação de uma CPMI para investigar questões relacionadas ao Banco Master e criticou medidas do governo federal que, segundo sua manifestação, afetariam liberdade de imprensa e expressão.
O TSE registra Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência pelo PL, com o número 22. A chapa tem Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente.
Os números e nomes de urna constam na página oficial do TSE dedicada às candidaturas e propostas de governo. O próprio tribunal informa que os dados apresentados são extraídos das propostas entregues pelas candidatas e candidatos e disponibilizados no sistema DivulgaCandContas.
A candidatura de Flávio Bolsonaro está entre as 12 chapas presidenciais confirmadas pelo TSE para a eleição de 2026.
O documento registrado pela candidatura estabelece diretrizes para o período 2027-2030. A proposta está estruturada em diferentes áreas e apresenta medidas para reorganização das contas públicas, redução da estrutura administrativa, mudanças tributárias, segurança pública, educação, saúde, infraestrutura, meio ambiente, política externa e reformas institucionais.
Na área econômica, o plano propõe uma reformulação das regras fiscais com foco na estabilização e redução da dívida pública. A candidatura afirma que pretende buscar superávits primários e estabelecer regras para controlar despesas discricionárias dos três Poderes.
Entre as medidas apresentadas está a redução de pelo menos 10 ministérios, além da diminuição de cargos comissionados e despesas administrativas. O documento também propõe medidas contra supersalários e benefícios considerados excessivos.
Para a Previdência, o plano prevê a retomada de um pacote de combate a fraudes e a ampliação da digitalização do INSS, com investimentos em tecnologia e profissionalização da gestão.
O plano também propõe revisar a reforma tributária em andamento, com a intenção declarada de reduzir a carga sobre produção e consumo.
Entre as medidas estão a redução do IVA projetado, a busca por maior não cumulatividade dos impostos, simplificação da legislação, desoneração de exportações e investimentos e redução de exceções tributárias.
A candidatura também propõe reduzir impostos incidentes sobre energia elétrica e combustíveis, associando a medida à busca por menor preço final ao consumidor.
Na política comercial, o plano prevê a retomada do processo de adesão do Brasil à OCDE, acompanhada do fim gradual do IOF sobre operações de câmbio.
Também está prevista uma abertura comercial voltada a bens de capital, tecnologia e insumos importados, além de um plano nacional para integrar empresas brasileiras às cadeias globais de valor.
O documento cita setores como agroindústria, minerais críticos, saúde e economia digital e prevê apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas por meio do BNDES e da Apex-Brasil.
A proposta também prevê negociações comerciais com diferentes mercados, incluindo China, União Europeia, Estados Unidos e países asiáticos.
O mercado de trabalho ocupa espaço central no plano de governo. A candidatura propõe reduzir gradualmente o custo da contratação formal sem retirar direitos trabalhistas.
Para jovens entre 18 e 24 anos em busca do primeiro emprego, o documento prevê um modelo de contratação com menor custo sobre a folha para estimular a abertura de vagas.
Também é proposto um contrato específico para pessoas com 50 anos ou mais que estejam desempregadas há pelo menos 12 meses.
O plano prevê ainda prioridade para beneficiários de programas sociais em ações de primeiro emprego, qualificação profissional e intermediação de mão de obra.
Outra proposta é permitir maior flexibilidade nas jornadas e ampliar o espaço para negociações diretas entre trabalhadores e empresas, dentro dos limites legais.
A candidatura afirma que pretende manter os programas sociais existentes, com aperfeiçoamento da gestão e combate a fraudes.
O plano propõe transformar a Caixa Econômica Federal em uma estrutura mais ampla de apoio financeiro, reunindo crédito, orientação financeira, empreendedorismo, habitação e regularização de imóveis.
Também é apresentado o programa Ganha-Ganha, pelo qual determinadas ações voluntárias, como qualificação profissional, formalização de negócios, obtenção de emprego e manutenção das contas em dia, poderiam formar um histórico positivo para facilitar acesso a crédito, juros menores e cashback.
Na educação, o plano propõe priorizar o método fônico na alfabetização e criar o Programa Acolher, que prevê estudantes com bom desempenho ajudando colegas que apresentem dificuldades.
A candidatura também propõe ampliar a educação técnica no ensino médio em parceria com o setor produtivo, aproximando a formação profissional das necessidades do mercado de trabalho.
Outra proposta é ampliar as Escolas Cívico-Militares e defender uma educação orientada pelo conhecimento, com liberdade de consciência e participação das famílias.
No financiamento estudantil, o plano propõe substituir o modelo atual por um Empréstimo Contingente à Renda, no qual o pagamento começaria quando o estudante estivesse empregado e recebendo renda.
O documento também aborda economia digital no currículo escolar, educação profissional e atendimento a estudantes com altas habilidades.
A segurança pública é um dos principais eixos do programa.
O plano propõe classificar PCC, Comando Vermelho, milícias e outras facções como organizações narcoterroristas e ampliar o bloqueio de ativos e o combate à lavagem de dinheiro.
Uma das propostas mais expressivas é apoiar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. O documento também propõe responsabilização de maiores de 14 anos por crimes considerados graves, como estupro, tráfico, tortura e assassinato.
Na proteção das fronteiras, a candidatura propõe criar um Sistema Nacional de Fronteira, com participação das Forças Armadas, equipamentos de inteligência e tecnologia.
O plano também prevê o emprego de tropas especiais da Marinha e da Aeronáutica no monitoramento permanente de portos e aeroportos.
Na área penitenciária, a proposta inclui a construção de cinco novos presídios de segurança máxima, inspirados no modelo adotado em El Salvador, além da criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos.
O documento também prevê dobrar os investimentos federais em segurança pública ao longo do mandato.
Na saúde, uma das principais propostas é a criação de um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF, integrado ao Gov.br e interoperável entre redes pública e privada.
O sistema, segundo o plano, reuniria informações como consultas, exames, vacinas e prescrições, observando consentimento do paciente, sigilo médico, LGPD e protocolos de segurança.
O programa também prevê a correção da tabela do SUS para buscar remuneração compatível com os custos dos atendimentos.
Outra proposta é contratar exames e serviços da rede privada em horários ociosos para reduzir filas e utilizar equipamentos já disponíveis.
A candidatura ainda propõe ampliar a Estratégia Saúde da Família, criar um programa específico de atendimento aos idosos, expandir a telessaúde e implantar a entrega de medicamentos em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e pacientes crônicos.
O plano prevê R$ 900 bilhões em quatro anos para investimentos em rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias.
A proposta inclui a criação dos chamados Corredores Logísticos Inteligentes, com atenção especial às rotas de escoamento da produção do Centro-Oeste até os portos.
Também estão previstas medidas para ampliar a conectividade em regiões de baixa cobertura de internet, incluindo escolas, áreas rurais e regiões de fronteira.
Na área de energia, o plano prevê um Programa Nacional de Segurança Energética envolvendo refino, processamento, escoamento e transporte de combustíveis e gás, além da expansão da rede de transmissão e integração de fontes renováveis.
Na habitação, a candidatura propõe retomar o Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de residências e financiamento com a menor taxa de juros possível.
Para o saneamento, o plano defende acelerar concessões e parcerias para ampliar o acesso à água tratada e ao esgoto, incluindo áreas rurais.
Também estabelece a meta de nenhuma escola sem água até 2030 e prevê o programa Lixão Zero.
Na área ambiental, o plano estabelece como meta zerar o desmatamento ilegal até 2029.
Para isso, a candidatura propõe reforçar prevenção, monitoramento e fiscalização de crimes ambientais, utilizando inteligência artificial, bancos de dados em tempo real e imagens de satélite.
O documento também prevê combate às queimadas ilegais e cooperação com países vizinhos contra crimes ambientais transfronteiriços.
Para indígenas e quilombolas, a proposta prevê autonomia para atividades produtivas em suas terras, condicionada ao desenvolvimento sustentável e às regras ambientais, além de mecanismos de compensação para eventuais restrições ao usufruto.
O plano inclui medidas relacionadas à segurança energética, ao processamento de combustíveis e gás e à ampliação da infraestrutura de transmissão.
Também há propostas relacionadas à exploração de gás não convencional, desde que submetida às regras ambientais, e ao aproveitamento de minerais críticos dentro de uma estratégia de desenvolvimento econômico.
Na política externa, o plano defende uma diplomacia apresentada como profissional e pragmática, com foco declarado no interesse econômico e estratégico do Brasil.
A candidatura propõe retomar relações consideradas prioritárias com Argentina, Estados Unidos e Israel, além de ampliar negociações comerciais com diferentes países e blocos.
Na área de defesa, o documento prevê investimentos nas Forças Armadas e utilização de tecnologias como drones e inteligência artificial.
Também propõe ampliar a cooperação com países vizinhos no combate a crimes ambientais que ultrapassem fronteiras nacionais.
O plano apresenta medidas para reduzir indicações políticas em empresas estatais e fundos de pensão.
A candidatura propõe fortalecer a Lei das Estatais e ampliar o recrutamento de profissionais com critérios técnicos para cargos de direção.
Também pretende retomar o Programa Nacional de Desestatização, com análise individualizada das empresas e atividades em que a presença do Estado, segundo o documento, deixaria de ser necessária.
Outra proposta é digitalizar 100% dos serviços públicos federais passíveis de digitalização, evitando que o cidadão precise apresentar novamente documentos que já estejam disponíveis ao governo.
O programa ainda prevê maior transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares e avaliação permanente dos resultados das políticas públicas.
O plano apresenta propostas de alteração na estrutura do sistema de Justiça e na relação entre os Poderes.
Entre elas estão o fim das competências criminais originárias do STF para parlamentares, a limitação das decisões monocráticas dos ministros e uma quarentena de um ano para ministros de Estado antes de eventual indicação ao Supremo.
Também é proposta a restrição para parentes de até terceiro grau de magistrados atuarem no tribunal correspondente.
Outra proposta é acabar com a reeleição para o cargo de presidente da República.
O documento também defende mudanças no sistema partidário para ampliar a identidade programática das legendas e aproximar representantes e eleitores.
Entre as propostas voltadas às mulheres está a criação da Central da Mulher, com atendimento integrado em espaços físicos instalados em parceria com estados, municípios e outras instituições.
O plano também prevê o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores submetidos a medidas protetivas, especialmente nos casos considerados de maior risco.
Na primeira infância, a candidatura propõe ampliar a oferta de creches em período integral e criar um voucher-creche para famílias que não encontrem vaga na rede pública, permitindo acesso temporário à rede privada credenciada.
O plano também aborda políticas para idosos, incluindo atendimento específico na saúde, cuidados e utilização de tecnologias para ampliar a autonomia e a segurança dessa população.
No esporte, o programa propõe o Escola de Campeões, voltado ao combate à evasão e repetência escolar por meio da prática esportiva.
Também prevê maior incentivo ao paradesporto e à identificação de talentos paralímpicos desde a formação de base.
O plano estabelece ainda uma proposta para que a categoria feminina nas competições esportivas seja disputada por atletas do sexo feminino, conforme a formulação apresentada pela candidatura.
Na cultura, a candidatura propõe aperfeiçoar leis de incentivo, ampliar a distribuição regional dos recursos e preservar patrimônio histórico e cultural.
No turismo, o programa prevê promover o Brasil como destino internacional e explorar as vocações específicas de diferentes regiões, com a expectativa apresentada no documento de ampliar geração de renda e emprego no setor.
O plano de governo de Flávio Bolsonaro para 2027-2030 reúne propostas que abrangem desde a política fiscal e tributária até segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente e relações internacionais.
Entre as medidas de maior destaque no documento estão a redução de pelo menos 10 ministérios, revisão das regras fiscais e tributárias, investimento de R$ 900 bilhões em infraestrutura, retomada do Casa Verde e Amarela com meta de 2,5 milhões de residências, ampliação da segurança pública, redução da maioridade penal para 16 anos, criação de novas vagas no sistema prisional, prontuário eletrônico nacional, expansão do ensino técnico, digitalização dos serviços públicos e mudanças na estrutura do Judiciário.
O documento também estabelece metas ambientais, como zerar o desmatamento ilegal até 2029, e apresenta uma política externa voltada à ampliação de relações comerciais e à aproximação com países considerados estratégicos pela candidatura.
É importante destacar que o plano de governo representa as propostas registradas pela candidatura no TSE. A execução de medidas dependeria, conforme o caso, de legislação, aprovação pelo Congresso Nacional, disponibilidade orçamentária, regulamentação e atuação de outros órgãos e entes federativos.
O 1º turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro. A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília, em todo o país.
Caso seja necessário um segundo turno para presidente, a votação ocorrerá no domingo, 25 de outubro de 2026, também das 8h às 17h pelo horário de Brasília.
No segundo turno, a disputa presidencial ocorre quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, conforme as regras eleitorais aplicáveis à eleição para presidente da República.
Assim, o eleitorado brasileiro irá às urnas em outubro para escolher presidente e vice-presidente, além de governadores, senadores e deputados federais e estaduais ou distritais no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro — número 22 — PL está entre as 12 chapas presidenciais cujo registro foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2026.
Durante o processo de registro das candidaturas, a chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB, chegou a constar entre os pedidos apresentados ao TSE.
Entretanto, o tribunal indeferiu o registro da chapa. Com a conclusão dos julgamentos, o TSE informou que 12 candidaturas estavam confirmadas para a disputa presidencial de 2026.
Segundo o TSE, o registro de Pablo Marçal foi negado por falta de comprovação de filiação ao PRTB dentro do prazo legal. O tribunal também registrou outra questão relacionada às condições de elegibilidade apresentadas no julgamento.
Por isso, embora o nome de Leonardo Avalanche ainda apareça na página do TSE que reúne os documentos de propostas apresentados durante o processo eleitoral, ele não integra a relação final das 12 chapas presidenciais confirmadas.















