Renan Santos 2026: história política e plano de governo
Candidato do Missão, número 14, disputa a Presidência pela primeira vez e apresenta propostas para segurança, economia, educação, infraestrutura, saúde, agricultura e reforma do Estado.
Renan Antonio Ferreira dos Santos, conhecido politicamente como Renan Santos, disputa pela primeira vez uma eleição para cargo público em 2026 e concorre à Presidência da República pelo Partido Missão, legenda que utiliza o número 14.
Na urna, o candidato aparece como RENAN, número 14, conforme a página oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dedicada às candidaturas e aos planos de governo. A chapa tem Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, como candidato a vice-presidente.
O programa apresentado pela candidatura é denominado “O Futuro é Glorioso — Resumo Executivo do Livro Amarelo”. A versão registrada no TSE possui 51 páginas e está organizada em 14 capítulos, distribuídos em três grandes partes: Estado Novo, Reformas de Base e País do Futuro.
O documento aborda temas como ajuste fiscal, segurança pública, pacto federativo, reforma administrativa, assistência social, infraestrutura, saúde, cultura, educação, zonas econômicas especiais, terras raras, agricultura, tecnologia, política externa e desfavelização.
Renan Antonio Ferreira dos Santos tem 42 anos e ganhou projeção nacional por sua atuação política ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL).
Ele participou da fundação do MBL em 2014, organização que ganhou notoriedade durante as manifestações políticas daquele período e, posteriormente, passou a atuar na formação e apoio a candidaturas eleitorais. Renan permaneceu durante anos nos bastidores da política antes de decidir disputar diretamente uma eleição.
Renan estudou Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Também atua como empresário e dirigente partidário.
A eleição presidencial de 2026 representa sua primeira candidatura a um cargo eletivo. Dados eleitorais citados por veículos que consultaram a Justiça Eleitoral indicam que não há registro de candidatura de Renan Antonio Ferreira dos Santos nas eleições gerais de 2018 e 2022.
A trajetória de Renan Santos está diretamente relacionada à criação do Partido Missão, legenda formada a partir do movimento político ligado ao MBL.
O Tribunal Superior Eleitoral aprovou o registro do Missão em 4 de novembro de 2025. Com a decisão, a legenda tornou-se o 30º partido registrado no Tribunal e passou a utilizar o número 14.
Segundo o TSE, o partido apresentou 577.999 apoios válidos e comprovou a formação de diretórios estaduais em pelo menos nove unidades da Federação, requisitos necessários para o registro partidário.
Renan Santos assumiu a presidência nacional do partido e posteriormente foi escolhido como candidato à Presidência da República.
Diferentemente de políticos que já ocuparam cargos eletivos, Renan Santos chega à disputa presidencial de 2026 sem ter exercido anteriormente mandato eletivo.
Sua experiência política anterior ocorreu principalmente por meio da atuação partidária, do MBL e da participação em campanhas e movimentos políticos.
A candidatura presidencial, portanto, marca sua entrada formal nas urnas como candidato.
O TSE aprovou o registro da chapa Renan Santos e Aroldo Medina e incluiu o candidato na relação oficial das candidaturas presidenciais de 2026.
Na página oficial do TSE que reúne os planos de governo das candidaturas presidenciais, o candidato aparece com os seguintes dados:
Nome na urna: RENAN. Número: 14. Partido: MISSÃO. Nome civil: Renan Antonio Ferreira dos Santos. Vice-presidente: Aroldo Medina.
Os números e nomes de urna constam na página oficial do TSE dedicada às candidaturas e propostas de governo.
O Partido Missão também utiliza o número 14 como identificação eleitoral da legenda.
O programa de governo apresentado pela candidatura recebeu o nome de “O Futuro é Glorioso” e corresponde ao resumo executivo do chamado Livro Amarelo.
O documento registrado no TSE tem 51 páginas e reúne 14 capítulos. A versão apresentada à Justiça Eleitoral é uma síntese de um projeto partidário mais amplo, que, segundo o próprio partido, possui uma versão expandida com centenas de páginas.
As propostas estão divididas em três blocos.
A primeira parte do programa é chamada de Estado Novo e concentra propostas relacionadas às contas públicas, segurança, organização federativa e gestão do Estado.
Os capítulos dessa etapa são: I — Um Remédio Amargo: Ajuste Fiscal. II — Prendeu, Matou? Segurança Pública. III — Quem Paga a Banda... Pacto Federativo. IV — Escolhe a Música: Lei de Responsabilidade Gerencial.
O conjunto apresenta uma proposta de reorganização das contas públicas e da administração estatal, acompanhada de mudanças na segurança pública e na relação entre União, estados e municípios.
O plano coloca o equilíbrio das contas públicas entre as primeiras medidas de um eventual governo.
A candidatura defende uma política de ajuste fiscal com redução de despesas e mudanças na estrutura de funcionamento do Estado.
Na apresentação de metas para 2030, a campanha estabelece como objetivo alcançar déficit nominal zero e reduzir a taxa básica de juros para 7% ao ano. Essas são metas apresentadas pela própria candidatura e não previsões independentes sobre o resultado de um eventual governo.
O programa também aborda a necessidade de revisar despesas públicas, reorganizar estruturas administrativas e aumentar a produtividade do Estado.
A segurança pública ocupa um dos espaços centrais do programa.
O plano propõe uma política de combate ao crime organizado baseada em mudanças legais, maior integração entre forças de segurança e utilização de tecnologia.
Entre as medidas apresentadas estão o fortalecimento do controle de fronteiras, uso de scanners, monitoramento aéreo e espacial, integração de inteligência e mecanismos destinados a atingir financeiramente organizações criminosas.
O programa também defende uma mudança na legislação penal para combater integrantes de organizações criminosas.
Entre as propostas está a adoção do chamado Direito Penal do Inimigo, expressão utilizada no próprio documento da candidatura.
O plano também prevê confisco de bens relacionados às organizações criminosas e maior cooperação internacional.
Outra proposta mencionada é a possibilidade de intervenção federal em locais onde organizações criminosas exerçam controle territorial, conforme as condições previstas pela legislação.
O programa propõe mudanças na relação entre União, estados e municípios.
A candidatura argumenta que parte dos municípios brasileiros enfrenta dificuldades financeiras e administrativas e apresenta uma reforma do pacto federativo.
Entre as ideias está a revisão da estrutura municipal, incluindo a possibilidade de fusão de municípios considerados inviáveis financeiramente.
A proposta está associada à criação de mecanismos para aumentar a responsabilidade dos gestores públicos e melhorar a capacidade administrativa das prefeituras.
Outra proposta central é a criação de uma Lei de Responsabilidade Gerencial.
O objetivo apresentado pelo programa é estabelecer mecanismos para medir resultados da administração pública e responsabilizar gestores por determinadas decisões e resultados.
A proposta procura alterar a lógica de funcionamento da máquina pública, com maior cobrança por eficiência e cumprimento de metas.
A segunda parte do plano é denominada Reformas de Base.
Ela reúne propostas para economia, assistência social, infraestrutura, saúde, cultura e educação.
Os capítulos são: V — Produtividade pela Cidadania. VI — Missão Rondon. VII — SUS Fila Zero. VIII — Chega de Saudade. IX — Formar Elites, Cultivar o Povo.
Uma das propostas mais marcantes do programa está relacionada à assistência social.
A candidatura propõe substituir o modelo atual do Bolsa Família por um sistema chamado Frentes Cidadãs, voltado principalmente à população em idade economicamente ativa.
Segundo o programa, pessoas que estiverem sem emprego formal seriam direcionadas a atividades remuneradas relacionadas a zeladoria, limpeza e pequenas obras nos bairros.
A proposta prevê também uma espécie de complemento de renda para quem conseguir emprego formal e perder o benefício social, buscando reduzir o impacto financeiro da transição para o mercado de trabalho.
A ideia é apresentada pela candidatura como uma forma de aproximar programas sociais do mercado formal de trabalho.
O capítulo Missão Rondon concentra propostas para infraestrutura e logística.
O programa estabelece uma meta mínima de 40 mil quilômetros de malha ferroviária, incluindo projetos como Ferrogrão e FIOL.
Também aparecem propostas para ampliar portos das regiões Norte e Nordeste e retomar o projeto de Angra 3.
Outra frente trata do sistema de transmissão de energia elétrica e da redução do desperdício de energia renovável que, segundo o programa, ocorre em determinados períodos de elevada produção.
A infraestrutura ferroviária é apresentada como instrumento para ampliar a capacidade logística brasileira e reduzir custos de transporte.
Na saúde, o programa apresenta o projeto SUS Fila Zero.
A proposta é mudar o critério de organização das filas do Sistema Único de Saúde.
Em vez de utilizar apenas a ordem cronológica, o programa propõe priorizar pacientes considerando fatores como gravidade, risco de piora, ameaça à autonomia e tempo de espera.
O plano também propõe mudar mecanismos de financiamento do SUS para que o pagamento considere resultados clínicos, e não apenas a quantidade de procedimentos realizados.
O capítulo Chega de Saudade apresenta propostas de alteração das políticas culturais.
O programa defende mudanças na Lei Rouanet, com redução de burocracia para artistas que não possuem produtores profissionais e adoção de critérios objetivos para distribuição de recursos.
Também propõe alterações na política de tombamento e a união das áreas de Cultura e Educação em um único ministério.
Na educação, o programa coloca a alfabetização e a disciplina escolar entre os principais objetivos.
A candidatura defende o retorno do método fônico como referência para alfabetização.
Também propõe alterações na distribuição de recursos do Fundeb para considerar resultados educacionais, tomando o Ceará como uma das referências utilizadas pelo programa.
O plano prevê ainda restrições ao uso de celulares em sala de aula, mudanças nos mecanismos de progressão escolar e adoção de escolas cívico-militares em regiões consideradas mais violentas.
Para o ensino superior, a candidatura propõe mudanças no sistema de cotas e a criação de um modelo baseado em bolsas de mérito.
A terceira parte do plano recebe o nome de País do Futuro.
É nessa seção que aparecem projetos de desenvolvimento econômico, tecnologia, indústria, agricultura, política externa e urbanização.
Os capítulos são: X — O Nordeste é Solução: Zonas Econômicas Especiais. XI — Cum Mente et Malleo: Terras Raras e Indústria. XII — Celeiro do Mundo: Agricultura e Tecnologia. XIII — Brasil Poderoso: Política Externa. XIV — A Batalha do Brasil: Desfavelização.
O plano propõe a criação de Zonas Econômicas Especiais, especialmente no Nordeste.
A ideia apresentada é inspirada no modelo de desenvolvimento de Shenzhen, na China.
O programa prevê nessas áreas medidas como suspensão de determinados direitos aduaneiros, regime específico de IBS e CBS, licenciamento simplificado e integração entre energia, portos e ferrovias.
O objetivo declarado é criar ambientes mais favoráveis à instalação de indústrias e investimentos.
O programa também apresenta uma estratégia para ampliar o processamento de minerais considerados estratégicos.
A candidatura defende que o Brasil deixe de atuar predominantemente como exportador de minério bruto e desenvolva cadeias industriais completas.
Um dos exemplos apresentados é o das terras raras, utilizadas na fabricação de componentes para motores elétricos, turbinas eólicas e equipamentos tecnológicos.
A proposta é desenvolver no país etapas de processamento e fabricação de produtos de maior valor agregado.
O plano apresenta o agronegócio como um dos setores estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Uma das propostas é utilizar mecanismos de crédito e financiamento para estimular o processamento de produtos agrícolas dentro do Brasil.
O programa também propõe recuperar áreas de pastagens degradadas para ampliar a produção sem necessidade de expansão sobre novas áreas de vegetação.
A candidatura estabelece como referência a recuperação de até 35 milhões de hectares de pastagens degradadas.
Na política externa, o programa propõe uma atuação baseada na ampliação da autonomia brasileira.
O documento defende liderança regional sem alinhamento automático com outros países ou blocos.
Entre as propostas estão maior cooperação internacional contra o crime organizado, integração com países de língua portuguesa e reforço do controle das fronteiras.
O programa também relaciona soberania nacional ao fortalecimento da indústria de defesa e ao domínio do ciclo nuclear.
O último capítulo do plano trata da urbanização de áreas classificadas pela candidatura como favelas.
O projeto prevê a transformação dessas áreas em bairros formalizados, acompanhada da regularização da propriedade dos imóveis.
A proposta estabelece um modelo de financiamento de longo prazo para aquisição dos imóveis, com prazo previsto de até 50 anos e parcelas estimadas pelo programa entre R$ 200 e R$ 500.
A candidatura estabelece ainda uma meta de formalizar entre 35% e 50% dessa população em cinco anos, com conclusão do programa prevista em dez anos.
Além do plano de governo registrado na Justiça Eleitoral, a candidatura apresenta um conjunto de metas para 2030 em seu material oficial.
Entre elas estão: reduzir em 75% o número de assassinatos, eliminar o controle territorial de facções criminosas, buscar déficit nominal zero, reduzir a taxa Selic para 7%, alcançar 90% de alfabetização na idade certa, ampliar o acesso a creches, promover a regularização e transformação de áreas informais em bairros formalizados.
Esses números são metas declaradas pela própria candidatura, e não resultados assegurados ou projeções independentes.
O Tribunal Superior Eleitoral informa que sua página de planos de governo reúne as propostas apresentadas pelas candidatas e candidatos e disponibilizadas no sistema DivulgaCandContas.
No caso de Renan Santos, o TSE identifica a candidatura pelo nome de urna RENAN, número 14, pelo Missão.
O documento registrado na Justiça Eleitoral é o resumo executivo do programa apresentado pelo partido para as Eleições 2026.
A consulta ao documento completo permite verificar as propostas e os detalhes apresentados pela candidatura.
Pablo Marçal chegou a apresentar pedido de registro de candidatura à Presidência, mas não integra a relação final de chapas presidenciais confirmadas pelo TSE.
Em 11 de setembro de 2026, o Tribunal informou que indeferiu o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB.
Segundo o TSE, o registro foi negado por falta de comprovação da filiação partidária de Marçal ao PRTB dentro do prazo legal. O Tribunal também apontou questão relacionada à condição de elegibilidade do candidato.
Com a conclusão dos julgamentos, o TSE informou a validação de 12 chapas presidenciais para as Eleições 2026. Entre elas está a chapa de Renan Santos e Aroldo Medina, pelo Missão.
O calendário eleitoral estabelece o primeiro turno das Eleições 2026 para domingo, 4 de outubro.
Caso seja necessário segundo turno para a Presidência da República, a votação ocorrerá em domingo, 25 de outubro de 2026.
1º turno: domingo, 4 de outubro de 2026
2º turno, se houver: domingo, 25 de outubro de 2026
Horário: das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
No segundo turno, a votação para presidente ocorre apenas se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
A candidatura de Renan Santos marca a primeira participação eleitoral do empresário e dirigente político em uma disputa por cargo público.
Sua trajetória passou pelo MBL e pela construção do Partido Missão, legenda registrada pelo TSE em 2025 e que utiliza o número 14.
Para as Eleições 2026, o programa apresentado pela candidatura reúne propostas de mudanças em áreas como segurança pública, contas públicas, organização administrativa, assistência social, educação, saúde, infraestrutura, indústria, agricultura, tecnologia, política externa e urbanização.
Na urna, o eleitor encontrará RENAN, número 14, pelo Partido Missão.
As propostas descritas nesta matéria correspondem ao programa apresentado pela candidatura e registrado na Justiça Eleitoral. A implementação de medidas eventualmente dependeria das regras constitucionais e legais, da disponibilidade orçamentária e, em determinados casos, da aprovação do Congresso Nacional.















