Wilson Grassi (35): história política e plano de governo para 2026

Veterinário e empresário, Wilson Grassi estreia na disputa presidencial com o plano “Brasil em Primeiro Lugar”, dividido em 14 eixos e um cronograma para os primeiros 100 dias.

Por Redação • 30/09/2026 08:56 • 4 acessos
Wilson Grassi (35): história política e plano de governo para 2026

A eleição para a Presidência da República em 2026 terá Wilson Grassi, do Democrata, como candidato de número 35. O nome de urna registrado é VETERINÁRIO WILSON GRASSI, e a chapa tem Suêd Haidar como candidata a vice-presidente. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou o registro da candidatura em setembro, colocando a chapa entre as 12 que disputarão o Palácio do Planalto.

Wilson Grassi Junior nasceu em São Paulo, em 13 de março de 1970, e tem formação e atuação profissional na área de medicina veterinária. Antes da atual candidatura presidencial, já havia participado de disputas eleitorais. Em 2006, concorreu a deputado estadual em São Paulo pelo então PFL. Em 2022, teve o registro de candidatura a deputado federal indeferido pela Justiça Eleitoral. Em 2024, disputou uma vaga de vereador na capital paulista pelo PRTB.

Em 2026, Grassi ingressou no Democrata e passou a disputar pela primeira vez a Presidência da República. A chapa foi oficializada pelo partido com Suêd Haidar, fundadora da legenda, como candidata a vice-presidente. A candidatura aparece no cadastro eleitoral com o número 35 e o nome de urna “Veterinário Wilson Grassi”.

A candidatura apresenta uma plataforma que reúne propostas econômicas, trabalhistas, sociais, ambientais e de segurança pública. O programa oficial entregue ao TSE recebeu o título “Brasil em Primeiro Lugar” e possui 58 páginas, organizadas em uma carta ao eleitor, 14 eixos de propostas e um cronograma específico para os primeiros 100 dias de um eventual governo.

O programa apresentado pela candidatura concentra algumas das principais propostas na reformulação do sistema tributário, mudanças nas relações de trabalho, combate ao crime organizado, reorganização da saúde pública, educação, infraestrutura, agropecuária, defesa e meio ambiente.

O documento também apresenta medidas específicas para os primeiros meses de uma eventual administração, estabelecendo uma agenda inicial para a execução das propostas.

Uma das principais propostas econômicas é a criação do Imposto Único Federal (IUF). Pelo plano, o novo tributo seria cobrado automaticamente sobre movimentações bancárias e substituiria nove tributos federais incidentes sobre folha de pagamento, faturamento e produção.

A candidatura também propõe isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe até cinco salários mínimos. O programa ainda prevê o fim da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento, como parte de uma proposta de redução da tributação sobre o emprego formal.

A proposta modifica a base de arrecadação federal ao deslocar parte importante da cobrança para as movimentações financeiras. Segundo o programa, a intenção é simplificar o sistema e reduzir a tributação relacionada à contratação de trabalhadores.

Na área trabalhista, o programa de governo apresenta propostas de alteração na legislação e de redução dos encargos associados ao emprego formal.

A candidatura também prevê cursos de qualificação profissional financiados pela União e executados pelo Sistema S e pela rede federal de educação técnica. A oferta de cursos seria vinculada à demanda efetiva por contratação em cada região.

A ideia apresentada no plano é aproximar a formação profissional das necessidades do mercado de trabalho local, evitando que a abertura de cursos ocorra sem relação com as oportunidades existentes para os trabalhadores.

Além das propostas registradas no plano, Grassi também declarou durante a campanha defender mudanças mais amplas na legislação trabalhista, incluindo a extinção da CLT e da Justiça do Trabalho. Essas declarações foram divulgadas em entrevista e não devem ser confundidas com medidas necessariamente detalhadas no documento oficial apresentado ao TSE.

Na segurança pública, o programa prevê o fortalecimento do sistema penitenciário federal de segurança máxima para o isolamento de lideranças de organizações criminosas.

A proposta inclui bloqueio efetivo de sinais telefônicos nas unidades e integração de mecanismos de inteligência financeira para identificar e confiscar patrimônio ligado às organizações criminosas.

Outro ponto é a realização de um plebiscito sobre o modelo penitenciário brasileiro. A consulta proposta pela candidatura discutiria a adoção de um sistema de confinamento de segurança máxima em larga escala, inspirado no modelo utilizado em El Salvador, com a ressalva prevista no programa de preservação das garantias individuais.

A formação de Grassi como médico-veterinário também aparece diretamente na plataforma de governo.

O programa propõe integrar as políticas de saúde humana, animal e ambiental, com maior atenção à vigilância de zoonoses e participação de médicos-veterinários na formulação das políticas públicas.

Na atenção primária, a candidatura prevê ampliar a cobertura das equipes de Saúde da Família por meio de repasses federais estáveis. O programa também propõe criar carreiras destinadas à fixação de profissionais de saúde em áreas remotas.

Outra medida é a criação de uma fila nacional pública para cirurgias e exames eletivos, organizada segundo critérios clínicos. O paciente poderia consultar a própria posição na fila, segundo a proposta.

Na educação básica, Wilson Grassi propõe ações voltadas à alfabetização na idade adequada.

O plano prevê que parte do apoio técnico e financeiro federal seja relacionada aos resultados de alfabetização aferidos por avaliações externas. A intenção declarada é utilizar indicadores de aprendizagem para orientar a distribuição de recursos e o acompanhamento das políticas educacionais.

Para o ensino médio e técnico, o programa prevê expansão da educação profissional de acordo com a demanda produtiva de cada região.

Outra proposta é a chamada PEC da Pesquisa, que transformaria pesquisadores atualmente vinculados a bolsas em servidores públicos concursados, com carreira federal, previdência e remuneração compatível. O programa prevê, nesse modelo, um período de permanência no país como contrapartida.

Na área habitacional, uma das propostas é utilizar o histórico de pagamento de aluguel como comprovação de renda para facilitar o acesso ao financiamento imobiliário.

O programa prevê que as primeiras parcelas do financiamento possam ter valor equivalente ao aluguel que o beneficiário já paga.

Também aparecem propostas de titulação de moradias em áreas consolidadas e oferta de assistência técnica pública gratuita para reformas e ampliações.

O programa apresenta o Brasil nos Trilhos, iniciativa voltada à conclusão de corredores ferroviários prioritários para o transporte de cargas.

A proposta busca integrar ferrovias com portos, hidrovias e transporte de cabotagem, além de incentivar investimentos privados por meio do regime de autorização ferroviária.

No saneamento, a candidatura defende cobrança rigorosa das metas previstas no Marco Legal do Saneamento. Para o licenciamento ambiental, o plano propõe estabelecer prazos e indicar responsáveis pelos processos.

O programa também prevê o envio de um projeto de lei ao Congresso para regulamentar a exploração mineral em terras indígenas, com base no artigo 231, parágrafo 3º, da Constituição.

A proposta apresentada pela candidatura estabelece três condições: consulta prévia às comunidades indígenas, participação econômica paga diretamente aos indígenas e licenciamento ambiental com proibição do uso de mercúrio.

A consulta prévia mencionada no plano é relacionada à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, segundo o documento divulgado pela candidatura.

Na área de defesa, Wilson Grassi prevê apoio à PEC 55/2023, com o objetivo de elevar gradualmente o orçamento da Defesa para 2% do Produto Interno Bruto.

O programa estabelece ainda que pelo menos 35% desses recursos sejam destinados à modernização de equipamentos e tecnologias das Forças Armadas.

A proposta vincula o aumento orçamentário a investimentos em modernização, buscando ampliar a capacidade tecnológica e operacional da estrutura de defesa nacional.

A agropecuária ocupa espaço específico no programa. Uma das propostas é antecipar voluntariamente a rastreabilidade individual de bovinos nos principais corredores de exportação, com apoio financeiro aos produtores.

O objetivo apresentado é antecipar a adequação às exigências dos mercados compradores antes do encerramento do cronograma nacional previsto para 2032.

O plano também prevê recomposição, por meio de concursos públicos, do quadro de fiscais do serviço veterinário oficial e manutenção dos status sanitários internacionais relacionados à febre aftosa, influenza aviária e peste suína.

Outro eixo prevê um programa nacional de boas práticas de manejo, transporte e abate, além de crédito simplificado para agricultores familiares e prioridade para compras públicas de alimentos produzidos localmente.

Na área ambiental, a candidatura combina fiscalização, licenciamento e desenvolvimento de atividades econômicas.

O programa prevê prazos definidos para processos de licenciamento e atribuição de responsáveis por cada etapa. A proposta busca reduzir a indefinição administrativa sem retirar a exigência de avaliação ambiental prevista para os empreendimentos.

A questão ambiental também aparece relacionada à mineração, ao saneamento, à produção agropecuária e à infraestrutura, formando uma parte transversal do programa de governo.

A história política de Wilson Grassi não começou em 2026. Antes da candidatura presidencial, ele já havia tentado ingressar na política eleitoral em diferentes momentos.

Em 2006, disputou uma vaga de deputado estadual em São Paulo pelo PFL. Em 2022, concorreu a deputado federal, mas seu registro foi indeferido pela Justiça Eleitoral. Dois anos depois, disputou a eleição para vereador na cidade de São Paulo pelo PRTB.

Em 2026, filiou-se ao Democrata e passou a integrar a disputa nacional. Sua candidatura foi aprovada pelo TSE juntamente com a chapa formada por Wilson Grassi e Suêd Haidar. O tribunal informou que os registros aprovados atenderam aos requisitos legais para a disputa presidencial.

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou 12 candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2026. Entre elas está a chapa Wilson Grassi e Suêd Haidar, pelo Democrata.

Na relação oficial divulgada pelo TSE, o candidato aparece com o número 35 e o nome de urna VETERINÁRIO WILSON GRASSI. Os números e nomes de urna constam na página oficial do TSE dedicada às candidaturas e propostas de governo.

Também é importante registrar que Pablo Marçal não está entre os 12 candidatos confirmados. Embora tenha apresentado pedido de candidatura, o TSE indeferiu o registro da chapa formada por Pablo Marçal e Leonardo Avalanche, do PRTB. Segundo o tribunal, entre os fundamentos da decisão esteve a falta de comprovação da filiação de Marçal ao PRTB dentro do prazo legal.

O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no domingo, 4 de outubro. O segundo turno, se houver, ocorrerá no domingo, 25 de outubro. O TSE confirmou oficialmente as duas datas para o calendário eleitoral deste ano.

O horário de votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Na disputa presidencial, o segundo turno somente acontece quando nenhum candidato obtém a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno. Nesse caso, os dois candidatos mais votados avançam para uma nova votação.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Agência Brasil e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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