Acusados de homicídio em velório vão a júri popular em Mato Grosso

Julgamento acontece após decisão judicial que manteve os acusados aptos no banco dos réus, enquanto o processo foi suspenso para um terceiro envolvido.

Por Redação • 06/08/2026 15:12 155 acessos
Acusados de homicídio em velório vão a júri popular em Mato Grosso

Dois réus acusados de executar um homem a tiros dentro de uma capela mortuária, em setembro de 2007, enfrentam o Tribunal do Júri nesta quinta-feira (06) no estado de Mato Grosso. O homicídio aconteceu na Capela Jardins, situada em Cuiabá, enquanto a vítima participava do velório de uma sobrinha. A sessão de julgamento ocorre após determinação da magistrada titular da 1ª Vara Criminal da capital, Monica Catarina Perri Siqueira.

Consta nos autos que a vítima, identificada como Manoel Garcia Duarte, estava sentada em um banco de frente para o caixão quando três homens ingressaram no espaço simulando estarem ali para prestar condolências. Logo depois de se acomodarem, um deles se levantou de súbito e efetuou vários disparos de arma de fogo. O alvo não teve qualquer chance de defesa ou reação, gerando momentos de desespero e correria entre os presentes e pessoas que ocupavam uma sala adjacente. Concluída a ação violenta, o trio escapou rapidamente em um automóvel deixado nas imediações.

As apurações policiais apontaram que Manoel pode ter sido assassinado por equívoco. Testemunhas relataram que os executores buscavam outro familiar, um primo que havia escapado de atentados anteriores e era apontado por conhecidos como suspeito de matar um irmão dos atiradores, motivando uma tentativa de vingança. Socorrido logo após o atentado, o homem baleado foi levado ao Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Além de Norberto Alencar Duarte e Orlando de Alencar Duarte, que vão a julgamento, o processo também envolvia Erleston Alencar Duarte. No entanto, a Justiça manteve a suspensão do trâmite em relação a Erleston devido a laudos que o consideram incapaz para participar da sessão de julgamento por motivos psiquiátricos. Contudo, a juíza autorizou que depoimentos anteriores em que ele assumia os disparos e isentava Norberto sejam lidos e debatidos pelos jurados.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Araguaia Notícias - Polícia e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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