Adiar reajuste do TJ para após a eleição defende Max em MT
Parlamentar justificou que regras eleitorais proíbem concessão de benefícios e destacou que a votação ocorrerá logo após o pleito.
A apreciação do veto governamental ao reajuste de 6,8% destinado aos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso deve aguardar o encerramento do período eleitoral. A posição foi defendida pelo presidente do parlamento estadual, que argumentou sobre a necessidade de cumprir vedações legais vigentes durante a campanha política.
De acordo com o chefe do legislativo estadual, a liberação de qualquer vantagem remuneratória a funcionários públicos neste momento poderia conferir suporte indevido a postulantes aos cargos eletivos. A justificativa aponta que o pleito não pode sofrer interferências decorrentes de deliberações parlamentares que beneficiem figuras com mandatos ou concorrentes externos.
A controvérsia ganhou força após uma decisão da justiça determinar a inclusão da matéria na pauta de votações. Embora a ordem exigisse a análise do tema, a sessão recente encerrou-se sem quórum suficiente para deliberar, contando com a presença de apenas nove deputados no plenário.
O dirigente da casa de leis pontuou que seriam necessários pelo menos treze votos para reverter o veto imposto ao projeto de lei original, aprovado inicialmente em 2025. Para ele, uma deliberação apressada com o plenário reduzido correria o risco de rejeitar permanentemente a proposta, prejudicando o funcionalismo público do judiciário.
Outro ponto citado foi a intimação recebida com curto intervalo de antecedência, o que inviabilizou a presença dos parlamentares devido a compromissos de campanha já agendados em municípios do interior do estado. A expectativa é que o debate retome seu curso normal logo após a conclusão das eleições deste ano.















