Comércio pressiona Senado contra fim da escala 6x1 em Mato Grosso
Setor produtivo alerta para riscos de inflação e desemprego com mudança na jornada.
Entidades representativas do setor produtivo iniciaram uma mobilização nacional direcionada ao Senado Federal para conter o avanço da Proposta de Emenda à Constituição que debate o fim da escala 6x1 e alterações na jornada de trabalho. Em Mato Grosso, a liderança empresarial reforçou o coro por prudência, exigindo que o tema seja tratado com distanciamento do calendário eleitoral e priorizando o diálogo entre empregados e empregadores.
Sob o slogan voltado a alertar sobre os custos elevados e o momento inoportuno às vésperas das eleições, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em conjunto com suas federações filiadas, aponta que uma imposição normativa única pode elevar despesas operacionais, impulsionar a inflação, enxugar vagas formais e incentivar a informalidade na economia.
Representantes do segmento no estado destacam que atividades de comércio, serviços e turismo possuem dinâmicas específicas e exigem análises detalhadas, ponderando que mais de noventa por cento dos trabalhadores da área estão atualmente vinculados ao modelo de escala em questão. Argumenta-se ainda que o atual cenário macroeconômico, marcado por taxas de juros elevadas e restrições de crédito, torna qualquer alteração abrupta prejudicial à estabilidade dos negócios.
A cúpula da entidade empresarial pontua que o debate sobre melhorias nas condições laborais não é rejeitado, mas ressalta a necessidade de embasamento técnico e profundidade nas discussões. A sugestão apresentada aos parlamentares federais é que eventuais modificações nas jornadas sejam tratadas diretamente por meio de negociações coletivas, respeitando as peculiaridades regionais e setoriais antes de qualquer decisão legislativa definitiva.












