Deputado de MT defende tese sobre feminicídio após morte da filha
Parlamentar argumenta que o homicídio familiar ocorreu devido ao término de um relacionamento e discute a aplicação legal do agravante penal.
O deputado estadual Gilberto Cattani publicou manifestação pública nesta quarta-feira, sete de outubro de dois mil e vinte e seis, endossando o posicionamento da deputada eleita Eduarda Campopiano, de São Paulo. A parlamentar havia negado publicamente a existência de crimes motivados pela condição de gênero.
Durante sua argumentação, o político mato-grossense utilizou o caso envolvendo sua própria descendente para sustentar seu ponto de vista. Raquel Maziero Cattani foi morta a facadas no mês de julho de dois mil e vinte e quatro, em um episódio que resultou na condenação judicial de seu ex-marido e do ex-cunhado.
As investigações conduzidas na época apontaram que o mandante do crime foi o ex-cônjuge da vítima, que repassou a quantia de quatro mil reais ao irmão para a execução do homicídio, motivado pela inconformidade com o término da união conjugal.
O processo judicial resultou em sentenças severas para os envolvidos em regime fechado. O executor recebeu uma pena de trinta e três anos de reclusão, enquanto o mandante foi condenado a trinta anos e três meses de prisão.
Ao comentar a tipificação jurídica, o deputado pontuou que compreende o instituto penal como um incremento punitivo para casos ocorridos no âmbito doméstico, mas reiterou discordância conceitual sobre a motivação baseada exclusivamente no fato de a vítima ser mulher.














