Empresária é morta e enterrada pelo marido em MT
A prisão de um homem acusado de assassinar a própria esposa em Cuiabá revelou detalhes chocantes de um crime que está sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil. O caso, que ganhou repercussão nesta terça-feira (05), envolve a morte da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, conhecida por sua atuação no setor imobiliário da capital mato-grossense.
Segundo as investigações, Nilza foi assassinada a facadas dentro da residência onde morava, localizada no bairro Parque Cuiabá. Após o crime, o corpo da vítima foi enterrado no quintal da casa, em um buraco profundo escavado previamente. A brutalidade do ato e a tentativa de ocultação do cadáver reforçam a gravidade do caso, que mobilizou equipes policiais desde o registro do desaparecimento.
O principal suspeito, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, marido da vítima, foi localizado no imóvel e detido no local. Durante a abordagem, ele confessou o assassinato aos policiais, encerrando rapidamente as buscas que já estavam em andamento desde o dia anterior. A vítima havia sido dada como desaparecida na segunda-feira (04), quando o próprio suspeito procurou as autoridades para registrar um boletim de ocorrência.
A tentativa de despistar as investigações, no entanto, levantou suspeitas. Após comunicar o desaparecimento da esposa, Jackson retornou à delegacia com uma nova versão, alegando estar sendo vítima de extorsão. A inconsistência nos relatos chamou a atenção dos investigadores, que passaram a monitorar seus passos e intensificaram as buscas na residência do casal.
Durante a apuração, os policiais encontraram o corpo de Nilza enterrado em um buraco com cerca de dois metros de profundidade, nos fundos da casa. De acordo com informações preliminares, a escavação havia sido realizada por uma empresa especializada contratada anteriormente pelo suspeito, o que indica possível premeditação. Devido à profundidade da cova, foi necessário o uso de maquinário pesado para a remoção do corpo.
A prisão ocorreu ainda no local do crime. Ao ser conduzido pelos agentes, Jackson foi alvo de revolta por parte de populares, que o insultaram diante da gravidade do ocorrido. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do feminicídio.
A morte de Nilza Moura de Sousa Antunes reforça o alerta sobre a violência doméstica e o feminicídio no Brasil, um problema persistente que exige atenção das autoridades e da sociedade.















