Escolas quilombolas de Mato Grosso recebem projetos culturais
Iniciativa conecta o currículo escolar às tradições e à história de comunidades quilombolas em Mato Grosso com investimento de R$ 150 mil.
Estudantes de comunidades quilombolas localizadas no estado de Mato Grosso passam a contar com novas iniciativas pedagógicas voltadas para a valorização de suas raízes culturais e o fortalecimento do aprendizado. O governo estadual direcionou um montante de R$ 150 mil para viabilizar seis projetos educacionais que conectam a grade curricular à história e à identidade dessas populações.
O programa abrange quatro instituições de ensino quilombolas e duas unidades estaduais que possuem salas anexas. A estratégia pedagógica consiste em aproximar a rotina escolar da realidade vivenciada pelos alunos, utilizando saberes transmitidos entre gerações como ferramentas para desenvolver competências, recuperar lacunas de ensino e engajar os discentes nas atividades.
No cotidiano escolar, os temas abordados englobam agricultura tradicional, práticas de artesanato, preservação ambiental e a memória coletiva das comunidades. Essa abordagem interdisciplinar facilita a compreensão dos conteúdos acadêmicos por meio da conexão com o ambiente em que os estudantes residem, estimulando o orgulho de suas origens e a transmissão de saberes familiares.
Os projetos contemplados estão divididos entre três regiões educacionais do território mato-grossense. A Diretoria Metropolitana de Educação concentra quatro propostas, ao passo que as Diretorias Regionais de Educação de Tangará da Serra e de Pontes e Lacerda administram uma iniciativa em cada região.
As atividades desenvolvidas fundamentam-se em cinco eixos temáticos principais, que incluem tecnologia social, cultura e artesanato, técnicas agrícolas, diversidade sociocultural, aspectos históricos e educação ambiental quilombola. O objetivo é estimular a autonomia e o protagonismo juvenil na resolução de questões do cotidiano.
De acordo com o cronograma estabelecido pelo edital lançado em junho, a execução dos recursos financeiros deve ocorrer até dezembro de 2026. Posteriormente, as escolas terão prazo até julho de 2027 para a entrega dos relatórios finais detalhando as ações executadas e os resultados obtidos.
O monitoramento das atividades fica sob a responsabilidade das Diretorias Regionais de Educação e da Coordenadoria de Educação Étnico-Racial e Ambiental da pasta estadual. Além disso, as ações serão incorporadas ao Projeto Político-Pedagógico das escolas para assegurar a continuidade dessas práticas na formação dos alunos.














