Primavera do Leste e região avançam em nova etapa de revisão de limites
Após consultas populares realizadas nas urnas, parlamento estadual prepara trâmites legais para oficializar mudanças territoriais em quatro municípios.
Os plebiscitos realizados em 25 de outubro marcaram o início de uma nova fase para a revisão dos limites territoriais em Colniza, Cotriguaçu, Poxoréu e Primavera do Leste. Como presidente da Comissão de Revisão Territorial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Ondanir Bortolini, conhecido como Nininho, informou que o parlamento estadual agora aguarda a oficialização dos resultados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso.
As consultas populares abrangeram duas realidades distintas no estado. A primeira envolveu as Ilhas de Ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, que pertencem formalmente a Colniza, mas mantêm forte ligação administrativa com Cotriguaçu. A segunda tratou do distrito de Nova Poxoréu, cuja eventual incorporação a Primavera do Leste foi votada pelos eleitores dos dois municípios envolvidos no processo.
No plebiscito entre Colniza e Cotriguaçu, a transferência da área registrou 17.723 votos favoráveis, o equivalente a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores votaram contra. Levantamentos apontam que Cotriguaçu já presta serviços essenciais na região, como saúde, educação, assistência social e manutenção de infraestrutura viária, suprindo demandas locais devido à proximidade geográfica.
Em relação a Nova Poxoréu, a soma dos votos de Poxoréu e Primavera do Leste contabilizou 41.590 votos favoráveis à mudança, representando 74,66% dos válidos, contra 14.116 votos contrários. A população da região já demonstrava forte vínculo cotidiano com Primavera do Leste, município onde moradores buscam atendimento médico, comércio, emprego e oportunidades educacionais.
Para o deputado Nininho, os resultados demonstram a vontade direta da população sobre questões que impactam a prestação de serviços públicos há anos. “Não estamos tratando apenas de mudar uma linha no mapa. Estamos falando de famílias que precisam saber com clareza qual município é responsável pela escola, pela saúde, pelo transporte, pela estrada e pelos demais serviços públicos. É isso que precisa estar resolvido no final desse processo”, ressalta o parlamentar.
O assessor parlamentar Mariozan Mota lembrou que os ritos jurídicos previstos pela Lei Complementar nº 230 foram cumpridos antes da realização das consultas. Após a chegada do ofício com os dados do TRE-MT à Mesa Diretora da ALMT, os textos passarão pelas comissões temáticas e pela votação em plenário antes de seguirem para sanção do governo estadual, com estimativa de conclusão entre 60 e 90 dias.














