Sinttcontas denuncia afastamento e alta de comissionados em MT
Entidade cobra transparência após operação policial e aponta inversão no quadro de funcionários do órgão de controle estadual.
O Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (Sinttcontas) publicou uma nota na última sexta-feira (30) para denunciar que mais de 113 servidores foram colocados em disponibilidade. A medida ocorreu durante a gestão de Sérgio Ricardo, alvo de prisão pela Polícia Federal no âmbito da Operação Tomada de Contas.
No comunicado, a entidade sindical cobrou rigor e transparência nas investigações em curso, além de questionar as recentes alterações realizadas na estrutura de funcionários do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).
Conforme os dados divulgados pelo sindicato, a proporção interna de funcionários passou por uma inversão expressiva nos últimos anos. Historicamente, o quadro seria composto por 72% de servidores concursados e 28% de profissionais comissionados, cenário que atualmente teria seinvertido para 30% e 70%, respectivamente.
Um levantamento apresentado pela entidade aponta que a quantidade de cargos comissionados registrou um salto de 295 postos em 2020 para 789 vagas em janeiro de 2026, o que representa um crescimento estimado em 167,5%. O sindicato ressalta que tais números refletem o levantamento próprio e não atestam, de forma isolada, a proporção atual exata entre servidores efetivos e comissionados.
O presidente do Sinttcontas, Domingos Silva Lima, defendeu publicamente que todas as suspeitas sob apuração da Polícia Federal recebam o devido esclarecimento, com total independência e rigoroso cumprimento da lei.
A investigação policial em andamento busca apurar eventuais irregularidades ligadas a contratos administrativos, repasses e pagamentos a funcionários, bem como movimentações financeiras atípicas ocorridas no âmbito do Tribunal de Contas.














