Fazenda em Cáceres guarda urnas indígenas e ruínas de charqueada

Propriedade rural na região pantaneira combina patrimônio arqueológico milenar, vestígios do ciclo do charque e operação voltada ao ecoturismo.

Por Redação • 10/08/2026 09:35 87 acessos
Fazenda em Cáceres guarda urnas indígenas e ruínas de charqueada

A pouco mais de setenta quilômetros de Cáceres, na região do Pantanal mato-grossense, uma propriedade rural guarda marcas profundas de diferentes eras da história nacional. A Fazenda Barranco Vermelho reúne, no mesmo terreno banhado pelo Rio Paraguai, vestígios de civilizações originárias e remanescentes de um dos polos econômicos mais expressivos do passado estadual.

Dentro dos limites da terra, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional catalogou um importante sítio arqueológico. O local abriga urnas funerárias e artefatos deixados por grupos humanos que povoaram aquelas terras séculos atrás, servindo como testemunho material da ocupação antiga no território.

Anos mais tarde, a área ganhou novo fôlego econômico com a fundação da Cooperativa Pastoril Barranco Vermelho na década de 1940. A iniciativa de pecuaristas locais transformou a região em referência na fabricação de charque, cujos derivados eram escoados por embarcações fluviais rumo a Mato Grosso do Sul e, posteriormente, distribuídos via rede ferroviária para o Nordeste do país.

Atualmente, o complexo industrial desativado deu lugar à Pousada Barranco Vermelho, integrando o patrimônio histórico ao fluxo turístico regional. Visitantes nacionais e estrangeiros aproveitam a estadia para explorar as estruturas remanescentes, observar a biodiversidade pantaneira, realizar passeios náuticos e praticar a pesca esportiva sustentável.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Diário de Cáceres e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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