Fazenda em Cáceres guarda urnas indígenas e ruínas de charqueada
Propriedade rural na região pantaneira combina patrimônio arqueológico milenar, vestígios do ciclo do charque e operação voltada ao ecoturismo.
A pouco mais de setenta quilômetros de Cáceres, na região do Pantanal mato-grossense, uma propriedade rural guarda marcas profundas de diferentes eras da história nacional. A Fazenda Barranco Vermelho reúne, no mesmo terreno banhado pelo Rio Paraguai, vestígios de civilizações originárias e remanescentes de um dos polos econômicos mais expressivos do passado estadual.
Dentro dos limites da terra, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional catalogou um importante sítio arqueológico. O local abriga urnas funerárias e artefatos deixados por grupos humanos que povoaram aquelas terras séculos atrás, servindo como testemunho material da ocupação antiga no território.
Anos mais tarde, a área ganhou novo fôlego econômico com a fundação da Cooperativa Pastoril Barranco Vermelho na década de 1940. A iniciativa de pecuaristas locais transformou a região em referência na fabricação de charque, cujos derivados eram escoados por embarcações fluviais rumo a Mato Grosso do Sul e, posteriormente, distribuídos via rede ferroviária para o Nordeste do país.
Atualmente, o complexo industrial desativado deu lugar à Pousada Barranco Vermelho, integrando o patrimônio histórico ao fluxo turístico regional. Visitantes nacionais e estrangeiros aproveitam a estadia para explorar as estruturas remanescentes, observar a biodiversidade pantaneira, realizar passeios náuticos e praticar a pesca esportiva sustentável.











