Fim de mandato mobiliza cinco parlamentares derrotados em MT

Derrotados nas urnas ou fora da disputa, políticos articulam projetos decisivos para o estado antes de deixarem Brasília.

Por Redação • 12/10/2026 06:57 • 7 acessos
Fim de mandato mobiliza cinco parlamentares derrotados em MT

A eleição de 2026 selou o término da trajetória no Congresso Nacional para cinco representantes políticos de Mato Grosso. Enfrentando o desgaste institucional, a retração de alianças tradicionais e alterações ideológicas, esses nomes ficaram de fora da próxima legislatura e agora concentram energias na conclusão de seus mandatos em Brasília, com saída definitiva programada para fevereiro de 2027.

O senador Carlos Fávaro (PSD), que comandou o Ministério da Agricultura e Pecuária por cerca de três anos e meio, direciona seus últimos esforços para a articulação de recursos em prol de obras essenciais no estado. O parlamentar busca assegurar verbas para a pavimentação da BR-158 e para a manutenção dos projetos da Embrapa na Baixada Cuiabana, além de apoiar o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6x1.

Na Câmara dos Deputados, Emanuelzinho (PSD) viu sua votação cair de 74.720 sufrágios em 2022 para 50.951 em 2026. Em sua reta final, o deputado aposta em propostas de amparo às mulheres, como o uso do FGTS de agressores para indenizar vítimas, e na regulamentação do bem-estar animal, admitindo um possível afastamento futuro da vida pública para focar nos estudos e na família.

Outro nome que encerra a passagem pela Câmara é Nelson Barbudo (Pode), cuja votação despencou drasticamente desde 2018, quando foi o mais votado do estado, até alcançar apenas a sexta suplência do partido em 2026. Para o período final, o parlamentar prioriza o avanço do chamado Código da Fauna, voltado à regulamentação da criação e manejo de animais silvestres e domésticos.

Por fim, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL) registrou alta na votação, saltando para 35.845 votos e terminando como primeiro suplente, enquanto o senador Jayme Campos (União Brasil), aos 75 anos, encerra o ciclo político após ter sua candidatura ao governo estadual barrada na convenção partidária, focando agora nas discussões sobre jornadas de trabalho.

Este conteúdo foi publicado originalmente por Gazeta Digital e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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