Fundo Desenvolve Floresta aprova R$ 3,87 milhões para pesquisas em MT
Recursos serão aplicados em iniciativas voltadas ao setor florestal mato-grossense, incluindo estudos com espécies nativas e identificação de madeiras.
O Conselho Gestor do Fundo Desenvolve Floresta aprovou três projetos que somam R$ 3,87 milhões destinados ao fortalecimento do setor florestal em Mato Grosso. A deliberação aconteceu durante a segunda reunião extraordinária do colegiado, sediada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
As iniciativas contemplam a realização de um diagnóstico sobre a oferta e a demanda de biomassa no território estadual, o desenvolvimento de pesquisas com espécies florestais nativas e a implementação de uma infraestrutura voltada à identificação científica de madeiras. Os trabalhos têm como objetivo expandir o embasamento técnico, auxiliar no planejamento produtivo e elevar a competitividade das indústrias locais.
Linacis Silva Vogel Lisboa, secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia, avaliou que os aportes financeiros configuram um avanço expressivo para a cadeia produtiva florestal. A gestora destacou que os recursos em pesquisa, tecnologia e conhecimento visam solucionar entraves da atividade, desde a extração da matéria-prima até a comercialização final.
Entre as propostas contempladas está a iniciativa apresentada pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso, que recebeu investimento de R$ 1,49 milhão. O plano prevê a criação de uma xiloteca, estruturada como uma coleção científica de amostras de madeira, além de uma base especializada na emissão de laudos anatômicos para atender normas de mercado e exportação.
Valdinei Bento dos Santos, diretor-executivo da entidade, pontuou que a ampliação da capacidade técnica estadual na identificação de espécies é essencial diante das demandas internacionais. Segundo ele, a nova estrutura auxiliará diretamente as empresas voltadas ao mercado externo na redução de custos e de prazos operacionais.
A Universidade Federal de Mato Grosso, com atuação no campus de Sinop, teve avalizado o projeto Pró-nativas: Vitrines Florestais Amazônicas, no montante de R$ 1,97 milhão. A ação estabelecerá áreas experimentais nos municípios de Sinop, Lucas do Rio Verde e Alta Floresta para analisar o crescimento, a produtividade e a aplicabilidade industrial de espécies nativas da Amazônia.
Por fim, o terceiro projeto, orçado em R$ 400 mil e sob a responsabilidade do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, focará na elaboração de um panorama sobre a oferta e o consumo de biomassa no estado. O mapeamento abrangerá a disponibilidade de madeira, além de resíduos agrícolas e florestais empregados na matriz energética, com atenção especial às demandas das usinas produtoras de etanol de milho.















