Grupo Soyagro entra em recuperação judicial no estado de MT
Conglomerado agrícola acumula dívidas milionárias e aponta quebra de safra e juros altos como motivos para a crise financeira.
A Justiça de Mato Grosso aceitou o pedido de processamento de recuperação judicial solicitado pelo Grupo Soyagro. O conglomerado empresarial do setor agrícola registrou um passivo financeiro que ultrapassa a marca de R$ 205,10 milhões. A determinação judicial foi tornada pública no Diário Oficial do Estado e engloba um total de sete empresas e três produtores rurais associados.
Entre as companhias que compõem o processo estão a Bocchi e Fabian, além de diversas empresas voltadas ao comércio de insumos agrícolas na região. Os produtores Flavio José Bocchi, Artemio Junior Fabian e Ana Paula Valdameri Fabian também integram a ação jurídica. As unidades de atuação das empresas estão distribuídas por municípios mato-grossenses como Sorriso, Matupá, Porto dos Gaúchos, Alta Floresta e Marcelândia, além de contar com endereço em Novo Progresso, no estado do Pará.
Para justificar o pedido de socorro financeiro, os representantes do grupo apontaram que a instabilidade econômica decorreu do encarecimento dos custos operacionais, oscilações cambiais desfavoráveis, taxas elevadas de juros e quebras consecutivas de safra. Os gestores também destacaram o impacto da retração no crédito bancário, a queda nas cotações das commodities e a desvalorização de insumos e grãos acumulados em estoques decorrentes de operações de troca de produção futura.
Diante do deferimento, o judiciário determinou a paralisação imediata das execuções judiciais direcionadas aos integrantes do conglomerado durante a fase de proteção. A condução da administração judicial do caso ficou a cargo da empresa Ex Lege Administração Judicial Ltda., enquanto uma ampla lista com credores trabalhistas, bancários e fornecedores foi anexada ao processo.









