Inadimplência cresce e atinge 341 mil consumidores em Cuiabá

Levantamento aponta alta no número de pessoas com restrição de crédito na capital mato-grossense e detalha o perfil das dívidas em atraso.

Por Redação • 26/10/2026 08:30 • 12 acessos
Inadimplência cresce e atinge 341 mil consumidores em Cuiabá

O mês de setembro encerrou com aproximadamente 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito na cidade de Cuiabá, conforme levantamento do SPC Brasil estruturado para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá. O montante representa um acréscimo de 3,03% em relação ao mesmo período do ano anterior, patamar que ficou abaixo das altas registradas na região Centro-Oeste, que alcançou 7,74%, e na média nacional, fixada em 6,97%.

No recorte da variação mensal, o índice de inadimplentes na capital mato-grossense atingiu 1,63% ao confrontar os dados de setembro com o mês de agosto. Em âmbito estadual, a estimativa do SPC Brasil para Mato Grosso aponta aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos com restrição de crédito, assinalando elevação de 5,02% na comparação anual e de 1,82% frente ao mês imediatamente anterior, enquanto o número de dívidas em atraso em Mato Grosso subiu 11,22% em um ano e 3,07% em um mês.

Cada morador da capital com restrição de crédito acumula, em média, um débito de R$ 6.673,19 considerando todas as contas pendentes. Os consumidores possuem, em média, 2,54 contas em atraso, indicador superior às médias registradas no Centro-Oeste, de 2,49, e no Brasil, de 2,36. O volume total de débitos em atraso em Cuiabá apresentou avanço de 9,74% na base anual e de 3,21% na passagem de agosto para setembro.

O tempo médio de atraso das obrigações financeiras na capital chegou a 29,7 meses, equivalente a quase dois anos e meio. A maior parcela das dívidas, correspondente a 34,42%, acumula atrasos entre um e três anos, ao passo que 24,07% estão pendentes de quatro a cinco anos. Os débitos com vencimento recente, de até 90 dias, representam apenas 7,03% do total mapeado no período.

Em relação aos credores, os bancos lideram o ranking e respondem por 62,35% das dívidas registradas. O setor de comércio aparece em seguida com 14,46%, seguido pelas contas de água e luz, que somam 7,98%, e pelo segmento de comunicação, com 2,93%. Os demais setores econômicos respondem coletivamente por 12,28% das pendências levantadas pelo estudo.

Diante do cenário, o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, destacou a relevância do planejamento financeiro nos lares. "Os números mostram que muitas pessoas estão há mais de dois anos com dívidas. Nossa mensagem é sempre pelo planejamento, a família precisa sentar, colocar no papel tudo o que entra e o que sai e definir o que é prioridade. Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia", declarou Macagnam.

Na totalidade da região Centro-Oeste, o índice de inadimplência entre a população adulta alcançou 48,74%, o que representa um contingente de 6,47 milhões de pessoas afetadas pelo endividamento em atraso.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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