Júlio Campos culpa cúpula do União por suplência em Mato Grosso
Parlamentar com quase 80 anos obteve 18,5 mil votos e ficou na primeira suplência após enfrentar forte isolamento político.
O deputado estadual Júlio Campos apontou a direção de seu próprio partido e a polarização política nacional como os principais fatores para o fracasso em sua tentativa de reeleição no estado de Mato Grosso. Com uma trajetória de décadas na política local, o parlamentar obteve aproximadamente 18,5 mil sufrágios, ficando apenas na primeira suplência de sua coligação.
Em declarações críticas, o político direcionou suas queixas à condução da legenda pela cúpula estadual, liderada pelo ex-governador e senador eleito Mauro Mendes. Segundo o relato, a direção permitiu a saída de nomes competitivos no encerramento do prazo de filiações, o que reduziu drasticamente o tamanho da chapa proporcional e enfraqueceu o grupo.
O parlamentar também denunciou disparidades na distribuição de recursos financeiros durante o período de campanha. Ele afirmou ter sido o único integrante da legenda a sofrer um veto absoluto ao uso do Fundo Eleitoral pela executiva, enquanto outros correligionários receberam somas expressivas, obrigando-o a depender de verbas próprias e de doações familiares.
As dificuldades de articulação foram ampliadas pelo contexto eleitoral e pelas alianças estaduais. Com a inviabilização de uma candidatura de seu irmão, Jayme Campos, ao governo, o deputado declarou apoio ao palanque de Wellington Fagundes, que, em sua avaliação, conduziu uma campanha apagada e sem presença marcante no interior mato-grossense.
Por fim, o deputado avaliou que o cenário de acirrada polarização ideológica no país canalizou o eleitorado para extremos e estrangulou o espaço de lideranças tradicionais de centro-direita. Apesar de ter ficado na suplência, ele confirmou que pretende cumprir o restante de seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso com dedicação integral.














