Júri condena dois homens a 33 anos de prisão por homicídio brutal em Paranatinga

Por Everton Plinio Martiny • 07/05/2026 06:43 • 689 acessos
Júri condena dois homens a 33 anos de prisão por homicídio brutal em Paranatinga

O Tribunal do Júri da comarca de Paranatinga condenou dois homens pelo homicídio qualificado do jovem Willias Santos de Andrade, de 19 anos, durante sessão realizada na segunda-feira (4). Somadas, as penas aplicadas aos réus chegam a 33 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime aconteceu em abril de 2017 e foi marcado por extrema violência. A acusação sustentou que a vítima foi assassinada por motivo fútil, mediante meio cruel e sem possibilidade de defesa.

Com a decisão do Conselho de Sentença, os réus Misael Antonio da Silva e David Emanoel de Almeida Mendes foram condenados a 16 anos e 6 meses de reclusão cada um. A sentença foi proferida após os jurados reconhecerem, por maioria, a autoria do crime e as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público.

O julgamento contou com a atuação dos promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri).

Durante a sessão, o promotor Fabison Miranda Cardoso afirmou que o crime foi planejado e executado de forma a impedir qualquer chance de reação da vítima.

De acordo com a investigação, o homicídio ocorreu em um local isolado de Paranatinga. A vítima teria se tornado alvo dos acusados após apoiar uma terceira pessoa envolvida em um roubo, o que motivou uma ação de vingança.

As apurações apontaram que Willias Santos de Andrade foi atacado com múltiplos golpes de arma branca, evidenciando a brutalidade do assassinato. O Ministério Público destacou que o crime foi premeditado e executado em circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a materialidade do homicídio e consideraram válidas as qualificadoras apresentadas pela acusação.

O caso foi conduzido pelo Ministério Público de Mato Grosso, que reuniu provas ao longo da investigação e da instrução processual para sustentar a denúncia no Tribunal do Júri.

Segundo o promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque, o reconhecimento das qualificadoras teve impacto direto na pena aplicada aos condenados, reforçando a gravidade concreta do crime praticado.

A Justiça determinou que os dois condenados iniciem o cumprimento da pena em regime fechado.

O caso volta a chamar atenção para os crimes violentos registrados no interior de Mato Grosso, especialmente homicídios motivados por vingança e conflitos pessoais.

Nos últimos anos, municípios da região têm enfrentado aumento nas discussões sobre segurança pública, atuação das forças policiais e combate à criminalidade violenta.

As autoridades seguem acompanhando o caso, e novas movimentações processuais ainda podem ocorrer nas próximas etapas judiciais.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MPMT e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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