Justiça eleitoral investe R$ 1,45 milhão no voto indígena em MT
Ações logísticas envolveram aeronaves e embarcações para assegurar o acesso às urnas em regiões isoladas do estado.
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes Alves, recebeu parlamentares nesta quinta-feira (15) para alinhar a logística de transporte de eleitores indígenas e de comunidades rurais isoladas rumo ao segundo turno das Eleições de 2026. Durante o encontro no gabinete, a magistrada apresentou o balanço da operação realizada no primeiro turno, que registrou uma taxa de abstenção de 21,43% entre os povos originários no estado.
Para superar os desafios geográficos de Mato Grosso, a Justiça Eleitoral destinou aproximadamente R$ 1,45 milhão exclusivamente ao atendimento desse eleitorado. A estrutura operacional mobilizou treze aeronaves, entre aviões e helicópteros cedidos por forças de segurança e pelo Exército Brasileiro, além de embarcações e veículos terrestres para alcançar aldeias distantes em regiões como o Xingu e São Félix do Araguaia.
Mudanças significativas na organização do transporte também foram adotadas nas rotas terrestres, com destaque para o município de Campinápolis, onde veículos abertos foram substituídos por ônibus após diálogo com lideranças do povo Xavante. A medida buscou oferecer maior dignidade e segurança aos votantes, contabilizando a participação de 14.812 eleitores indígenas nas urnas durante a primeira etapa do pleito.
A reunião contou ainda com a participação da deputada federal eleita Rosa Neide e do deputado estadual reeleito Valdir Barranco, que repassaram relatos de moradores sobre dificuldades logísticas e distâncias percorridas. Os parlamentares solicitaram maior clareza na divulgação dos itinerários e atenção especial ao deslocamento de famílias em assentamentos rurais nos municípios de Água Boa, Nova Nazaré e Cocalinho.
O planejamento estratégico para o segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, prevê a manutenção do suporte logístico e a ampliação do fornecimento de insumos e combustíveis, cuja estimativa de consumo total pode alcançar 24 mil litros. O objetivo central da gestão é assegurar que todas as comunidades exerçam o direito ao sufrágio com plena segurança e respeito às suas tradições culturais.















