Leilões de genética impulsionam valorização e qualidade do gado em MT
Estratégia comercial eleva o padrão dos planteis e acelera o ciclo de produção nas fazendas do país.
A comercialização de touros puros de origem em pregões especializados tem funcionado como uma verdadeira vitrine para a pecuária brasileira. Diferente das vendas voltadas ao gado comercial, esses eventos destacam o potencial reprodutivo de cada animal individualmente, permitindo que o trabalho de refinamento racial realizado pelos criadores ganhe visibilidade e valorização financeira, mesmo em períodos de oscilação nas cotações da arroba.
Empresas pioneiras no setor, como a Estância Bahia fundada por Maurício Tonhá, abriram espaço para esse nicho no início da década de 1990. Segundo o diretor comercial Guilherme Tonhá, o aporte em genética resultou em bezerros mais pesados na desmama e com ciclos de desenvolvimento mais curtos, otimizando o giro financeiro dentro das propriedades rurais e aumentando a produtividade por hectare.
Para ingressar nessa modalidade, os criadores precisam planejar os aportes financeiros, calculando que a aquisição de um touro equivale, em média, ao montante de 55 arrobas de boi gordo. O investimento, no entanto, reflete-se diretamente na excelência do rebanho, estimulando a busca por animais de alto padrão, capazes de gerar descendentes com características superiores tanto para corte quanto para reprodução.
Exemplos práticos dessa evolução podem ser observados em parcerias regionais, onde o uso de matrizes selecionadas e a participação em programas oficiais de melhoramento genético transformaram a realidade de criatórios. Com o emprego de biotécnicas reprodutivas avançadas, propriedades conseguiram multiplicar expressivamente o valor de mercado de suas fêmeas e touros, consolidando a genética avançada como pilar essencial para o futuro da atividade no estado.









