Manutenção da Selic em 13,75% em MT gera críticas do setor produtivo

Entidades da indústria e do comércio apontam prejuízos à atividade econômica e ao crédito após decisão do Banco Central de manter os juros elevados.

Por Redação • 04/11/2026 18:34 • 11 acessos
Manutenção da Selic em 13,75% em MT gera críticas do setor produtivo

A decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano provocou reações negativas entre representantes do setor produtivo e de entidades sindicais. Associações da indústria e do comércio afirmam que a medida prejudica a atividade econômica, restringe o crédito e eleva a pressão sobre os custos de financiamento das empresas e o aumento do endividamento das famílias.

Em nota oficial, a Confederação Nacional da Indústria classificou o patamar dos juros como excessivamente conservador. O presidente da entidade, Ricardo Alban, defendeu a retomada dos cortes na próxima reunião do colegiado, marcada para dezembro, argumentando que é viável reduzir as taxas em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta sem impor custos excessivos à estabilidade dos preços.

Setores do comércio e serviços também manifestaram preocupação. O economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, Felipe Queiroz, avaliou que a política monetária atual limita o consumo e os investimentos, além de representar um entrave para a expansão econômica. Segundo o analista, o Banco Central poderá avaliar a retomada do ciclo de cortes assim que a inflação se aproximar novamente do centro da meta estabelecida.

As críticas também vieram de centrais de trabalhadores. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e a Central Única dos Trabalhadores apontaram que a manutenção da taxa em patamares elevados amplia o endividamento estatal e drena recursos de áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública. A Força Sindical classificou a medida como prejudicial à geração de empregos e à produção.

Especialistas e analistas de mercado ouvidos sobre o cenário econômico destacam que a cautela da autoridade monetária decorre da deterioração das expectativas inflacionárias, da resistência dos preços no setor de serviços e das incertezas fiscais. A expectativa predominante aponta para a manutenção da Selic no patamar atual até que ocorra uma melhora consistente nas contas públicas e no câmbio, com projeções de ajustes graduais apenas para fim de 2027.

Este conteúdo foi publicado originalmente por MT Econômico e foi adaptado para o padrão do Primavera do Leste Net.

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