Max Russi avalia CPI da Oi em Mato Grosso
Deputado afirma que dará seguimento ao pedido se exigências regimentais forem cumpridas, embora duvide de avanço antes das eleições.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, declarou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, que dará andamento ao processo de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito voltada a apurar contratos da empresa Oi S.A no estado. A instauração do procedimento depende exclusivamente da obtenção do patamar mínimo de assinaturas por parte dos parlamentares.
Apesar de assegurar que o requerimento não será arquivado caso atinja as exigências regimentais, o dirigente manifestou ceticismo quanto à possibilidade de tramitação célere no atual momento político. Faltando poucas semanas para o pleito eleitoral, ele avalia que a abertura imediata ou o adiamento por breve período não alteram o panorama das apurações em curso na cidade e região.
O debate em torno da comissão ganhou ímpeto na esteira da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal no dia 6 de agosto. A investigação policial esquadrinha supostas irregularidades em um acerto financeiro de trezentos e oito milhões e cem mil reais estabelecido entre a gestão estadual comandada pelo ex-governador Mauro Mendes e a concessionária de telefonia.
De acordo com os apontamentos da corporação federal, existem indícios de que o montante repassado tenha sido direcionado ao desvio de verbas públicas por meio de fundos de investimento encadeados e companhias interpostas. O ex-chefe do Executivo estadual, atualmente postulante ao Senado, refuta as acusações, sustenta que o acordo beneficiou o estado e classifica a investida policial como uma manobra eleitoral.












