Bancários da Caixa rejeitam acordo e mantêm greve em Mato Grosso
Impasse em torno do plano de saúde do banco motivou a rejeição da proposta final e a continuidade da paralisação por tempo indeterminado.
A paralisação nacional dos trabalhadores da Caixa Econômica Federal continua após a rejeição da oferta final formulada pelo banco estatal. Iniciado na última quinta-feira, o movimento paredista segue sem prazo para encerramento, enquanto os sindicatos tentam reabrir as tratativas com a direção da instituição financeira.
Na assembleia que encerrou os debates, a base vinculada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região registrou 68% dos votos contrários ao texto colocado em mesa. A principal divergência concentrou-se no plano de assistência médica corporativo, cujas modificações propostas no modelo de financiamento e na coparticipação desagradaram a categoria.
Antes da votação que selou o rechace, a administração do banco público classificou a oferta como definitiva e sinalizou a possibilidade de acionar a Justiça do Trabalho. A instituição avalia recorrer a um dissídio coletivo para tentar solucionar o impasse trabalhista e definir novas condições contratuais.
Mesmo com o acirramento das negociações e a continuidade da paralisação, a diretoria da Caixa declarou que permanece aberta ao diálogo com as lideranças sindicais para buscar um entendimento comum. Enquanto isso, agências em diversas localidades amanheceram com as portas fechadas, mantendo ativos apenas os terminais de autoatendimento.
Para minimizar os transtornos aos usuários durante o período de paralisação, o banco orienta a utilização dos canais digitais e remotos para transações bancárias. O atendimento telefônico oficial também segue operando para prestar suporte aos clientes em capitais, regiões metropolitanas e demais localidades do território nacional.














