Paula Boaventura quer internação de agressores em MT
Em campanha no estado, postulante classificou medidas como o botão do pânico como insuficientes e cobrou investimentos na saúde mental.
A candidata a deputada federal Paula Boaventura (Avante) colocou em debate novas abordagens para o enfrentamento à violência doméstica em Mato Grosso. Em declarações recentes, ela sustentou que o Estado precisa adotar uma postura preventiva mais severa, direcionando o foco diretamente para os indivíduos considerados de periculosidade.
Para a postulante, ferramentas tradicionais de proteção imediata, a exemplo do conhecido botão do pânico, falham por agirem tardiamente. Na visão dela, esse tipo de recurso tecnológico não impede que o ciclo de agressões atinja seu ápice fatal, exigindo intervenções estatais muito antes de o pior acontecer.
Como alternativa, a campanha propõe a internação e a prestação de assistência psiquiátrica obrigatória para homens que demonstrem comportamento de risco. A candidata argumenta que muitos agressores manifestam traços associados a transtornos de personalidade e precisam ser isolados e tratados de forma compulsória.
A discussão também abrangeu cobranças direcionadas à gestão dos recursos públicos no estado. A candidata questionou a efetividade do orçamento destinado à saúde mental e exigiu transparência quanto ao número de homens que realmente recebem atendimento psicológico após o registro de ocorrências policiais.
Identificada com a pauta conservadora, a representante do Avante criticou o uso eleitoral do tema por adversários políticos em Mato Grosso e enfatizou que pretende levar propostas focadas na preservação da estrutura familiar e na prevenção primária para o Congresso Nacional.












